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Criptos hoje: Bitcoin aumenta dominância, altcoins estendem perdas e moeda DeFi despenca 87% com busca por segurança

Bitcoin aumenta sua fatia na capitalização das criptomoedas enquanto altcoins perdem espaço em meio a sentimento negativo no mercado

Por  Paulo Alves, CoinDesk -

As criptomoedas alternativas ao Bitcoin (BTC), conhecidas como altcoins, registram novo dia de quedas nesta terça-feira (11) após a principal moeda digital se recuperar de recuo para a faixa dos US$ 39 mil e se estabilizar na região dos US$ 42 mil. Com isso, o principal ativo do mercado aumenta sua dominância de capitalização em quatro pontos porcentuais, para 38,5%.

As perdas das altcoins ocorrem em meio a um sentimento negativo do mercado, em que traders se livram de ativos mais arriscados em busca de refúgio em stablecoins pareadas ao dólar, como Tether (USDT) e USDC Coin (USDC), que assume a quinta posição do ranking global por valor de mercado, com US$ 44 bilhões, à frente da Solana (SOL).

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O token Olympus (OHM) é o que registra o pior desempenho hoje em meio à debandada de usuários do seu projeto em finanças descentralizadas (DeFi) que vinha atraindo muito capital pelos altos retornos, apesar do caráter experimental. A liquidação em massa do ativo faz o preço cair 27,2% em um dia, e 87% desde as máximas em outubro, apagando quase todos os ganhos de 2021.

Nem destinos comuns em momentos de baixa do mercado, como retornos em DeFi pelo depósito de Ethereum (ETH), se seguram hoje. Uma versão do ETH na rede Celo (CEL), que costuma entregar bons retornos, cai 8,5% em meio à realização de lucros que aponta para receio de perdas por hacks ou desvalorização de tokens de plataformas DeFi – o token CEL recua 5,8%.

Entre as principais criptomoedas do mercado, a maior baixa é da Solana (SOL), que cede 3,3% no dia e já acumula quase 20% negativos em uma semana, em patamar de perdas similar ao de Terra (LUNA), Polkadot (DOT) e Avalanche (AVAX), todos rivais do Ethereum.

A exceção fica por conta de projetos da rede Cosmos (ATOM), que começou a se mexer na virada do ano e já traz suas primeiras plataformas DeFi: Osmosis (OSMO) e Oasis Network (ROSE), que sobem até 14% nesta manhã, considerando a variação nas últimas 24 horas.

Confira o desempenho das principais criptomoedas às 7h15:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Bitcoin (BTC)US$ 42.042,03+0,6%
Ethereum (ETH)US$ 3.123,86-1%
Binance Coin (BNB)US$ 452,27+2,9%
Solana (SOL)US$ 136,21-3,5%
Cardano (ADA)US$ 1,15-1,5%

As criptomoedas com as maiores altas nas últimas 24 horas:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Oasis Network (ROSE)US$ 0,396958+14,1%
Near (NEAR)US$ 16,19+12,2%
IOTA (MIOTA)US$ 1,12+4,4%
Cosmos (ATOM)US$ 37,87+3,5%
Osmosis (OSMO)US$ 8,75+2,5%

As criptomoedas com as maiores baixas nas últimas 24 horas:

CriptomoedaPreçoVariação nas últimas 24 horas
Olympus (OHM)US$ 181,65-27,2%
cETH (CETH)US$ 62,67-8,5%
Convex Finance (CVX)US$ 35,81-7,3%
Arweave (AR)US$ 46,63-7,1%
Celo (CELO)US$ 4,34-5,8%

Confira como fecharam os ETFs de criptomoedas no último pregão:

ETFPreçoVariação
Hashdex NCI (HASH11)R$ 43,89-1,25%
Hashdex BTCN (BITH11)R$ 56,80-0,17%
Hashdex Ethereum (ETHE11)R$ 51,30-5,69%
QR Bitcoin (QBTC11)R$ 14,900%
QR Ether (QETH11)R$ 12,80-3,68%

Veja as principais notícias do mercado cripto desta terça-feira (11):

Associated Press anuncia mercado fotografias em NFT

A agência de notícias Associated Press (AP) anunciou o lançamento de um mercado de NFT para colecionadores comprarem fotografias tiradas durante seus 175 anos de história. O marketplace está sendo construído pela empresa de tecnologia blockchain Xooa e os NFTs serão cunhados na blockchain Polygon.

A coleção inicial será lançada ao longo de várias semanas a partir de 31 de janeiro, com temas que vão desde espaço, clima e guerra até holofotes sobre o trabalho de fotógrafos específicos da AP. Cada NFT incluirá metadados detalhados mostrando a hora, data, local, equipamento e configurações técnicas usadas para a fotografia.

Em junho de 2021, a CNN lançou o The Vault, uma coleção NFT dos principais momentos de notícias de seus 41 anos de história, na blockchain Flow. O mercado suportará transações e compras no mercado secundário usando pagamentos com cartão de crédito, bem como carteiras de cripto como MetaMask, Fortmatic, Binance e Coinbase.

A AP, que é uma cooperativa de notícias sem fins lucrativos, ressaltou que os lucros serão revertidos para financiar seu jornalismo.

Investidor bilionário Bill Miller revela que 50% de sua riqueza pessoal está em Bitcoin

O gerente de fundos e bilionário Bill Miller está tão otimista em relação ao Bitcoin (BTC) que a criptomoeda e os investimentos ligados a esse mercado agora representam 50% de seus ativos pessoais, revelou ele ao site WealthTrack na sexta-feira (7).

Miller disse que começou a comprar Bitcoin para sua carteira em 2014, quando a criptomoeda valia US$ 200, depois de ouvir uma palestra de Wences Casares na conferência anual de mídia e tecnologia da cidade de Sun Valley, nos Estados Unidos. Casares é conhecido como o “Paciente Zero” do BTC por apresentá-lo aos círculos do Vale do Silício.

“Acho que o investidor médio deve se perguntar o que tem em seu portfólio com esse tipo de histórico – número um, é muito, muito pouco penetrado; pode ser uma segurança contra catástrofes financeiras que ninguém mais pode fornecer; e pode subir dez ou cinquenta vezes. A resposta é: nada”.

Plataforma NFT de esportes sofre hack de US$ 18 milhões

A plataforma de emissão de NFTs Lympo foi alvo de um ataque hacker ontem (10) que resultou no roubo de 165,2 milhões de tokens LMT no valor de US$ 18,7 milhões. Segundo os desenvolvedores, os hackers conseguiram acessar a carteira operacional do projeto e tiveram acesso aos fundos da empresa.

No entanto, 10 carteiras de projetos diferentes foram comprometidas no ataque. Com consequência, o preço do token LMT despencou 92%, para US$ 0,0093, após os criminosos se desfazerem dos ativos no mercado para embolsar os lucros em ETH.

A equipe da Lympo disse que estava “trabalhando para estabilizar a situação e retomar todas as operações de volta ao normal”. Como medida para impedir maior queda de preços, a liquidez do projeto foi travada, impedindo que usuários vendam seus ativos até que a situação se normalize.

A plataforma Lympo é financiada pela Animoca Brands, mesma empresa por trás do jogo The Sandbox (SAND), um dos mais bem-sucedidos de 2021, com foco em metaverso.

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