Criptomoedas têm começo de ano melhor que o esperado, aponta BofA

O banco vê os tokens de blockchains de contratos inteligentes como ativos semelhantes às ações de crescimento

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O mercado de tokens teve um começo de ano melhor do que o esperado, afirmou o Bank of America (BofA) em um relatório divulgado na sexta-feira (24), no qual citou também que o setor cresceu 42% no acumulado do ano, batendo em US$ 1,1 trilhão.

“Esperamos que 2023 seja o ano da divergência de preços dos tokens”, disse o banco, “com ativos digitais que fornecem utilidade e uma chamada aos fluxos de caixa superando os tokens meme e de governança”.

A divergência ocorre quando o preço de um ativo está se movendo na direção oposta a um indicador técnico.

O banco vê as criptomoedas de blockchains de smart contracts (contratos inteligentes), nas quais os desenvolvedores podem criar aplicativos, como ativos expostos aos mesmos riscos que as ações de crescimento.

O relatório diz que as moedas digitais e os tokens líquidos de pequena capitalização lideraram o rali deste ano.

Os estrategistas do Bank of America, no entanto, adotam certa cautela com o crescimento do mercado ao observar que os dados econômicos atrasaram uma possível recessão, mas apontando que o cenário também “indica a potencial de reflação e aumentos adicionais nas taxas”. A reflação é inflação que ocorre após uma recessão, causada por aumento da demanda.

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“Dado que o rali dos ativos de risco de janeiro foi parcialmente impulsionado por venda a descoberta e reversão à média [de preços], o provável ambiente de taxas mais altas por mais tempo pode resultar em pressão por crescimento e, portanto, por ativos digitais”, escreveram os analistas Alkesh Shah e Andrew Moss.

A venda a descoberto é uma forma de apostar que um preço cairá. Um investidor toma emprestado um ativo e o vende na esperança de que o preço caia. Ele então recompra o ativo e o devolve ao credor. Já a reversão à média é uma teoria usada em finanças que sugere que os preços dos ativos tendem a reverter para sua média ou nível médio de longo prazo.


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