Finanças descentralizadas

Criptomoeda DeFi dispara quase 100% após atualização e parceria com Banco Central

O upgrade para a versão 3 do protocolo e a aproximação com o governo brasileiro são vistos como catalisadores da alta do Aave

Por  CoinDesk -

O token nativo do protocolo Aave (AAVE) disparou 97% desde a atualização para a versão 3 (“v3”) realizada no início deste mês, mostram dados do projeto. A parceria da plataforma com o Banco Central do Brasil para a criação do Real Digital também ajudou a dar um empurrão no preço no ativo.

Somente nas últimas 24 horas, o AAVE subiu 27% à medida que a demanda pelo criptoativo aumentou entre os traders. O valor de contratos futuros em aberto de AAVE gira em torno de US$ 210 milhões. Já o valor bloqueado na plataforma aumentou 10% na semana passada, pulando para US$ 14 bilhões, segundo a ferramenta de análise DeFi Llama.

Em termos de análise gráfica, dados apontam o preço do AAVE rompeu a resistência (zona com alto interesse de venda) e foi negociado entre US$ 170 e US$ 200 na terça-feira (29). Nesta quarta-feira (30), o ativo chegou a US$ 240, nível que marca a resistência atual.

O Índice de Força Relativa (RSI, em inglês), indicador que mede a magnitude das mudanças de preços, sugere que o rali foi estendido demais e pode ocorrer uma correção para o nível de US$ 220, onde há um suporte (zona com alto interesse de compra).

Atualização

As mudanças de preço ocorreram após a atualização “v3” do Aave, que foi lançada no dia 16 de março. O AAVE foi negociado por US$ 122 naquele dia.

Proposto inicialmente em novembro de 2021, o protocolo Aave v3 introduziu novas ferramentas, como “portais” de cadeia cruzada, mercados isolados e um modo de “alta eficiência”, além de outros recursos para uma melhor experiência do usuário. A plataforma passou por um “upgrade” para competir com outros produtos de finanças descentralizadas no mercado de criptomoedas.

Os portais, uma das principais melhorias, permitem que os usuários troquem ativos de qualquer blockchain a partir do Aave. Os usuários podem criar “aTokens” – que representam depósitos na plataforma – em uma cadeia e levá-los para outra. Isso abre ainda mais as possibilidades de estratégias de negociação on-chain, como arbitragem de rendimento.

Alguns analistas disseram que os novos recursos podem fazer os players do mercado terem mais confiança nos produtos da plataforma.

“O crescimento é alimentado pela confiança no protocolo com os novos recursos adicionados, que incluem permitir que os ativos fluam perfeitamente entre os mercados Aave v3 em diferentes redes”, disse Egor Volotkovich, diretor de soluções de cadeia cruzada EVODeFi.

“Os investidores entendem que, com o Aave v3, os empréstimos [financeiros descentralizados] serão mais acessíveis e seguros e, portanto, desejarão acumular continuamente o token agora que está muito abaixo de seus recordes”, acrescentou Volotkovich. O token AAVE registrou sua máxima histórica em maio de 2021, atingindo US$ 661. Atualmente, o ativo está 64% abaixo desses níveis.

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Um benefício adicional para os usuários da versão 3 do Aave é a profunda liquidez que a plataforma agora oferece, alguns apontaram. “O Aave é normalmente visto como um protocolo de empréstimo. No entanto, eles se concentraram na construção de liquidez em várias blockchains”, explicou Ermin Nurovic, cofundador da plataforma de gerenciamento de ativos dHEDGE.

“Como resultado, eles agora estão perfeitamente posicionados para transações entre blockchains. Isso é algo que o mercado não precificou antes”, acrescentou Nurovic.

O Aave v3 foi implantado em seis blockchains diferentes. A mainnet do Ethereum (ETH) também deve receber o projeto no futuro, em data ainda não divulgada.

Em outro movimento importante no início deste mês, o Banco Central do Brasil incluiu o protocolo Aave entre os nove parceiros que irão construir sua moeda digital de banco central (CBDC, em inglês). Na lista também estão o Santander e a exchange de criptomoedas Mercado Bitcoin.

O token AAVE está sendo negociado a US$ 236 no momento da redação deste texto, com uma capitalização de mercado de mais de US$ 3,1 bilhões.

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