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SÃO PAULO – A CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) pode ser prorrogada até 2011, em vez de ser extinta no final deste ano. A Câmara Federal já aprovou a PEC (proposta de emenda à Constituição) sobre o tema, estando nas mãos dos senadores a resposta final. Essa definição deve vir até o final de 2007 ou no início de 2008.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, os brasileiros trabalharão, neste ano, sete dias apenas para arcar com a “mordida” que a alíquota de 0,38% dá nos ganhos. O governo espera juntar R$ 36 bilhões com a contribuição até dezembro – montante que saltará para R$ 39 bilhões no ano que vem, se sua renovação for aprovada.
Como economizar
Diante de tantos dados – e enquanto a resposta do Congresso Nacional sobre o tributo não vem – resta ao contribuinte fazer o máximo para evitar mais esse gasto. É possível “economizar” com o tributo, segundo o Jornal do Senado:
- Se você recebe o salário num banco e tem uma conta conjunta em outro, pagará CPMF em cada transferência que fizer. Se aplicar esse dinheiro, pagará o tributo de novo. Para evitar, faça com que as duas contas tenham os mesmos titulares;
- Escolha investimentos que não sejam descontados automaticamente na sua conta a cada vencimento, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário). Você paga CPMF a cada movimentação. Não deixe de comparar os rendimentos dos investimentos descontando o tributo;
- Não adianta transferir o saldo da sua conta-corrente para aplicações de curto prazo. Se o dinheiro não ficar um número mínimo de dias na aplicação financeira, a rentabilidade líquida atingida no período poderá ser menor do que a alíquota.
O que pensam os leitores
Enquete realizada pela InfoMoney mostrou que, de cada dez leitores, seis são contrários à manutenção da CPMF. Diversas pesquisas já haviam mostrado tendência parecida, como é o caso da CNI/Ibope, na qual 54% dos entrevistados afirmaram terem essa opinião.