Cosan quer comprar parte da ALL; S&P pode cortar rating de 11 instituições

Além da compra de ativos da Marfrig pela JBS, noticiário corporativo ainda traz adiamento do início de operação de Angra 3 pela Eletrobras

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SÃO PAULO – Além do contrato bilionário de compra de ativos da Marfrig (MRFG3) pela JBS (JBSS3), o noticiário de fusões e aquisições também traz a possibilidade da Cosan aumentar sua participação na ALL, mostra o Radar de notícias desta segunda-feira (10).

Segundo informações da Bloomberg, a Cosan (CSAN3) estuda comprar participação de 5,7% da ALL Logística (ALLL3), avaliada em R$ 896,5 milhões. A agência norte-americana de notícias cita um executivo da companhia que não quis se identificar, que afirmou que a transação ocorreria com venda de fatia na empresa de logísitca Rumo.

Eletrobras adia início de operação de Angra 3
Em comunicado, a Eletrobras (ELET3, ELET6) reviu seu cronograma e disse ser “impossível” recuperar atrasos nas obras. Previamente esperado para 2016, início de operação de usina será em 2018. Segundo a companhia, alguns fatores externos atrapalharam o cronograma, como a lentidão no processo de licenciamento nuclear e dificuldades da Areva para entregar sistema de instrumentação e controle no prazo.

S&P coloca 11 instituições na linha de corte de rating
Após colocar o rating do Brasil em perspectiva negativa, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s também listou 11 empresas para um possível corte. Além das já anunciadas Petrobras (PETR3; PETR4) e Eletrobras (ELET3; ELET6), a S&P incluiu na noite de sexta-feira gigantes do setor bancário, como Bradesco (BBDC4), Itaú Unibanco (ITUB4) e Banco do Brasil (BBAS3).

A lista inclui ainda a BM&FBovespa (BVMF3), que atualmente conta com um rating mais alto que o próprio país. Completam a lista o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o Banco do Nordeste, o Citibank nacional, o Itaú BBA, o HSBC Brasil, o Santander Brasil (SANB11) e a Allianz Global Corporate & Specialty Resseguros Brasil.

Uma nota em perspectiva negativa dá à agência o prazo entre 3 meses e dois anos para realizar uma ação de corte de rating, segundo metodologia da S&P.

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Diretor da CPFL: confiante com Grupo Rede
A CPFL Energia (CPFE3), que firmou compromisso de compra do controle do Grupo Rede Energia em conjunto com a Equatorial (EQTL3), está confiante que o seu plano de recuperação para o grupo será aprovado na próxima assembleia de credores, mesmo depois que a proposta concorrente de Copel e Energisa interessou alguns credores.

A CPFL Energia esperava que a compra do controle do Grupo Rede fosse fechada até junho, mas poucos dias antes da assembleia de credores realizada na quarta-feira, Copel e Energisa conseguiram garantir participação para apresentar uma proposta concorrente. A decisão sobre a aprovação do plano acabou sendo adiada para 3 de julho.

“Nosso grupo está bastante confiante que vamos conseguir aprovar o plano de recuperação no prazo adequado, que é dia 3 de julho. (Essa suspensão) … dá tempo de o nosso grupo esclarecer todas as dúvidas dos credores”, disse o vice-presidente de Assuntos Corporativos da CPFL Energia, Ricardo Zangirolami, à Reuters, na última sexta-feira.