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SÃO PAULO – O ministro das Finanças do Japão, Hirohisa Fujii, disse que a economia ainda está “muito instável” e que é muito cedo para que o governo retire as medidas de estímulo porque a economia ainda tem que realmente conseguir se recuperar sem auxílio.
Na semana passada, o Partido Democrático do Japão, que assumiu em setembro após mais de 50 anos de mando quase ininterrupto do Partido Liberal-Democrático, cortou aproximadamente ¥ 3 trilhões de gastos considerados desnecessários, principalmente em obras públicas.
A meta é que esse montante seja gasto em programas do atual governo, que estimulem a demanda interna, mas ainda não foi definido nem quando nem como esse dinheiro será utilizado.
Aperto nas contas
Por outro lado, o Japão enfrenta uma escalada nos gastos, o que preocupa os investidores. Segundo o FMI (Fundo Monetário Internacional), o montante da dívida pública japonesa vai bater em 227% do PIB já no próximo ano, o pior número entre o G-7 (grupo dos sete países mais ricos do planeta). Atualmente, o peso da dívida é de 170% do PIB.
A agência de classificação de risco Fitch Ratings avisou ao Japão que poderá revisar a avaliação da dívida pública do país caso o governo não consiga manter sua meta de endividamento. Os pedidos de verba que compõem o orçamento do próximo ano fiscal (que tem início em março de 2010) já somam ¥ 95 trilhões, o maior da história japonesa.
Economia
A economia japonesa provavelmente teve o melhor ritmo de crescimento anualizado em mais de um ano no terceiro trimestre de 2009, segundo projeções da Bloomberg divulgadas nesta sexta-feira (13). A melhora da situação econômica deve-se principalmente ao pacote de estímulo do governo anterior, o qual o primeiro-ministro atual, Yukio Hatoyama, quer cortar.
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De acordo com uma média entre as previsões de 20 economistas, a taxa anualizada do PIB (Produto Interno Bruto) japonês cresceu 2,9%, um resultado que se segue aos 2,3% de expansão do indicador registrados no período de abril a junho. O resultado oficial só será divulgado no dia 16 de novembro.
No entanto, o plano do primeiro-ministro de cortar o que ele chamou de gastos desnecessários, implementados pelo governo anterior, trazem dúvidas ao cenário de expansão para o ano de 2010.