Copom mantém perspectiva de alta do preço da gasolina para este ano

O Comitê, contudo, deslocou as estimativas para as tarifas de telefonia fixa e eletricidade para 0,0% e 4,5%, respectivamente

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, em sua ata da última reunião, divulgada nesta quinta-feira (8), manteve a projeção de variação dos preços da gasolina. O Comitê continua projetando um aumento de 6,7% para este ano.

A projeção para o reajuste no preço do gás de botijão em 2011 também foi mantida, repetindo a estimativa da reunião de outubro, alta de 2,2%.

Com relação às tarifas de telefonia fixa e eletricidade, ambas para o acumulado de 2011, na reunião da última semana, foi estimada variação de 0,00% e 4,5%, respectivamente, ante um acréscimo de 0,9% e 4,1%, nesta ordem, estimado na reunião anterior.

Para 2012, projeta-se varição nula nos preços do combustível e do gás de botijão. Entretanto, espera-se alta de 1,5% nas tarifas de telefonia fixa e de 2,3% na de eletricidade.

Preços administrados
Assim como ocorreu com a telefonia fixa e a eletricidade, houve alteração na projeção de reajuste para o conjunto de preços administrados para o acumulado de 2011, passando de 5,5% considerados na reunião de outubro, para 6,1% nesta última. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), esse conjunto de preços representou 28,96% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de outubro.

A previsão de reajustes do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados para o acumulado de 2012, por outro lado, desacelerou, alcançando 4%, ante os 4,5% considerados na reunião anterior.

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A projeção considera, entre outros fatores, componentes sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).

Copom
O Copom foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa básica de juro. Até o final de 2005, as reuniões do colegiado aconteciam com frequência mensal, mas, a partir de 2006, passaram a ocorrer aproximadamente a cada 45 dias, totalizando oito reuniões ao ano.

O modelo adotado no Brasil é similar ao do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que tem no FOMC (Federal Open Market Committee) a centralização das decisões de política monetária, trazendo mais transparência ao processo decisório.

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De acordo com o Banco Central, os objetivos do Copom são “implementar a política monetária, definir a meta da taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação”. Vale lembrar que a taxa de juro fixada na reunião do colegiado é a meta para a Selic, que vigora no período até a próxima reunião do comitê.