Perspectivas

Copom, Fomc e estreias na Bolsa: o que você precisa acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na próxima semana

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SÃO PAULO – Após uma semana marcada por sucessivas quebras de recorde histórico na Bolsa, os próximos dias prometem mais turbulência ao passo que a agenda de indicadores fica mais recheada, enquanto a temporada de resultados corporativos ganha tração.

Passada a reforma da Previdência, espera-se para os próximos dias que o ministro da Economia, Paulo Guedes, dê maiores detalhes sobre a agenda econômica. A prioridade, segundo jornais, são quatro Propostas de Emenda à Constituição (PECs), sendo três ligadas a regras fiscais e orçamentárias (no chamado pacto federativo) e uma sobre a reforma administrativa.

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A expectativa é que haja a divulgação destas propostas na próxima terça-feira (29). Em um segundo momento Guedes também deve incluir na agenda a reforma tributária.

Segundo a equipe da XP Política, o governo ainda estuda se a melhor maneira seria apresentar todos os projetos ao mesmo tempo, para que o Legislativo defina suas prioridades, ou enviar as propostas pouco a pouco.

“Super Quarta”

Como tem se tornado comum, na próxima semana volta a acontecer uma “super quarta-feira” no mercado, com as decisões de política monetária dos Estados Unidos e aqui no Brasil.

A primeira, que ocorrerá às 15h (horário de Brasília), será a conclusão da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc). Apesar da maior parte dos analistas apontar para o terceiro corte de juros seguidos na maior economia do mundo, o mercado ainda está dividido sobre o que esperar.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, e outros integrantes da autoridade monetária têm feito discursos cautelosos, sem apontar muito para uma direção. Apesar da redução dos riscos externos, a visão ainda é de que há preocupações para o crescimento da economia americana, o que condiz com a necessidade de mais cortes de juros.

Em seguida, após o fechamento da Bolsa, sai a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Neste caso, há um consenso maior entre economistas sobre um corte de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, o que levaria a Selic para 5% ao ano.

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Nos últimos dias aumentou entre os especialistas a tese de que os juros podem cair para 4% – ou até menos – no Brasil, diante de um cenário de riscos menores no exterior, enquanto por aqui a inflação se mostra mais controlada, ao passo que a economia segue cambaleante.

Resultados e estreias na Bolsa

A agenda de balanços corporativos do terceiro trimestre ganha força nos próximos dias com pelo menos 25 resultados sendo divulgados. Na segunda, porém, o dia será mais tranquilo, apenas com Klabin (KLBN11) e CCR3 (CCRO3).

Na terça-feira (29), porém, o ritmo aumenta, com destaque para os números de EcoRodovias (ECOR3), RD (RADL3), Smiles (SMLS3) e Magazine Luiza (MGLU3).

Já na quarta será a vez de empresas como Lojas Americanas (LAME4), Gerdau (GGBR4) e Santander (SANB11), enquanto no dia seguinte teremos os balanços de Bradesco (BBDC4), Gol (GOLL4), entre outros.

Além disso, na segunda-feira estreiam na Bolsa as ações C&A e BMG, com os dois IPOs precificados no piso da faixa de preços sugerida. A operação da C&A saiu a R$ 16,50 e a do BMG, a R$ 11,60.

Agenda de indicadores

O cenário externo chama atenção nos próximos dias. Ainda no domingo ocorre a eleição presidencial na Argentina, sendo dada como certa a vitória de Alberto Fernández, em chapa formada com a ex-presidente Cristina Kirchner como vice.

Já na Europa, atenção para o desenrolar do Brexit. Nos últimos dias, o primeiro-ministro Boris Johnson disse que irá pedir eleições antecipadas para 12 de dezembro como forma de acabar com o impasse.  Enquanto isso, é aguardada uma definição por parte da União Europeia para o pedido de adiamento do prazo para o divórcio. Caso isso não ocorra, o Reino Unido terá de deixar o bloco europeu sem um acordo na quinta-feira (31).

Entre os indicadores, a agenda brasileira traz a produção industrial de setembro, que fecha o terceiro trimestre. A expectativa mediana, segundo pesquisa Bloomberg, é de crescimento de 0,9% na comparação mensal e 1,5% no anualizado. A semana também trará índice nacional de desemprego, com estimativa de leve baixa, além do resultado fiscal, IGP-M, e PMI manufaturas.

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