Copasa (CSMG3) e CSU Digital (CSUD3) aprovam JCP, Cemig (CMIG4) quer vender 15 ativos, Itaúsa (ITSA4) divulgará resultado e mais

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta segunda-feira (20)

Felipe Moreira

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O radar corporativo desta segunda-feira (20) traz a distribuição de dividendos e juros sobre capital próprio de Copasa (CSMG3), CSU Digital (CSUD3) e BR Partners (BRBI11).

A Cemig (CMIG4), por sua vez, iniciou processo para alienação de 15 PCHs/CGHs.

A M. Dias Branco (MDIA3) viu lucro cair 89,7% no trimestre de 2022, a R$ 15,5 milhões, com maior pressão de custos.

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A fabricante brasileira de produtos de cobre Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, informou ter registrado um prejuízo líquido de R$ 1,991 bilhão no quarto trimestre de 2022 (4T22).

A temporada de balanços segue firme, com a divulgação dos números da Itaúsa (ITSA4), holding do Itaú Unibanco (ITUB4), além de Iochpe-Maxion (MYPK3) e Brisanet (BRIT3).

Confira mais destaques:

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Copasa (CSMG3)

A Copasa (CSMG3) aprovou pagamento de juros sobre o capital (JCP) no valor de R$ 245,4 milhões, equivalentes a R$ 0,6471142602 por ação, relativos ao 4T22.

A data de corte é 22 de março. As ações serão negociadas ex-JCP em 23 de março. A data do pagamento dos JCP relativos ao 4T22 vai ser definida na assembleia geral da companhia.

Já os JCP do 1T23 têm o valor bruto de R$ 131,5 milhões. O valor por ação é de R$ 0,3470181488. A data de corte é de 22 de março. Os papéis ficam ex-JCP em 23 de março de 2023.

A data do pagamento dos JCP relativos ao 1T23 é 16 de maio.

CSU Digital (CSUD3)

O conselho de administração da CSU Digital (CSUD3) aprovou o pagamento de proventos aos acionistas no montante bruto de R$ 6 milhões na forma de juros sobre o capital próprio (JCP) relativos ao 1º trimestre de 2023 (1T23). O valor por ação é R$ 0,14551476. O início do pagamento será em 15/04/2023.

Para ter direito tem que ter ações até dia 22/03/2023.

BR Advisory Partners (BRBI11)

A companhia BR Partners (BRBI11) aprovou o pagamento de dividendos intercalares a seus acionistas, no valor de R$ 31,5 milhões, correspondentes a R$ 0,10 por ação ordinária ou preferencial da companhia. Os acionistas detentores de Units (BRBI11), formadas por 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais, receberão o correspondente a R$ 0,30 por Unit.

O pagamento dos dividendos intercalares terá como beneficiários os acionistas que estiverem inscritos nos registros da companhia na data de 21 de março de 2023, respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive.

As ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 22 de março de 2023. O pagamento será realizado em uma única parcela no dia 31 de março de 2023.

Cemig (CMIG4)

A Cemig (CMIG4) anunciou o início do processo para alienação de 15 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs/CGHs), conforme comunicado encaminhado ao mercado.

Segundo nota, trata-se da realização de leilão público visando à alienação dos referidos ativos, de geração hídrica, sendo 12 ativos da Cemig GT e 3 da Horizontes Energia S.A., subsidiária integral da Cemig GT.

Também traz que o valor mínimo para o lote único dos ativos é de R$ 48,2 milhões com previsão para realização do leilão em 10 de agosto de 2023, e a presente alienação visa atender às diretrizes do planejamento estratégico da companhia, que preconiza a otimização do portfólio de ativos, buscando melhorar a eficiência operacional e a melhor alocação de capital.

M. Dias Branco (MDIA3)

A M. Dias Branco (MDIA3), líder nos mercados de biscoitos e massas no Brasil, registrou lucro líquido de R$ 15,5 milhões no quarto trimestre de 2022 (4T22), uma queda de 89,7% em relação a igual período de 2021. Em 2022, o  lucro líquido de R$ 481,8 milhões, baixa de 4,6% frente o ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês), por sua vez, teve baixa de 33,6% na comparação anual, para R$ 121,3 milhões, totalizando R$ 900,4 milhões no ano (alta de 31,7%).

Grazziotin (CGRA4)

A varejista Grazziotin (CGRA4), com atuação no sul do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 24,24 milhões no quarto trimestre de 2022 (4T22), avanço de 7,3% na comparação anual.

No ano, o lucro somou 119,07 milhões, queda de 31,8% frente os R$ 174,651 milhões registrados no ano anterior.

Paranapanema (PMAM3)

A fabricante brasileira de produtos de cobre Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, informou ter registrado um prejuízo líquido de R$ 1,991 bilhão no quarto trimestre de 2022 (4T22), totalizando perdas de R$ 2,7 bilhões em 2022.

O resultado foi impactado principalmente pelo ajuste a valor de mercado dos seus direitos creditórios da exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS em R$ 466,4 milhões, o ajuste de avaliação patrimonial no montante de R$ 779,4 milhões em função da descontinuidade do Other Comprehensive Income – “OCI”, que era parte integrante do programa de hedge accounting da companhia, e pelo baixo volume de produção e vendas.

Petrobras (PETR3;PETR4)

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) quer que a Petrobras investigue internamente as vendas realizadas pela estatal nos últimos sete anos, e informou que já entregou ao presidente da empresa, Jean Paul Prates, um requerimento de auditoria interna.

“É necessário e urgente que sejam investigadas todas as vendas de ativos da estatal ocorridas entre 2016 e 2022. Há muitas negociações suspeitas, com casos escandalosos de venda do patrimônio da Petrobras a preço vil”, afirma a advogada da FNP, Raquel Sousa.

Segundo ela, as vendas de importantes ativos da estatal iniciadas em 2016, no mandato de Michel Temer, se intensificaram a partir de 2019, no governo de Jair Bolsonaro, com destaque para três negociações: BR Distribuidora, Transportadora Associada de Gás (TAG) e Nova Transportadora do Sudeste (NTS). De acordo com o Observatório Social do Petróleo (OSP), mantido pela FNP, durante o governo Bolsonaro foram vendidos 54 ativos da Petrobras, alcançando a marca de R$ 175 bilhões, ou 62,3% do total de vendas realizadas pela empresa em oito anos.