Paranapanema (PMAM3) tem prejuízo de R$ 1,99 bi no 4º tri de 2022; em termos ajustados, perdas são de R$ 172 mi

Resultado foi impactado por ajustes dos direitos creditórios da exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS e de avaliação patrimonial

Equipe InfoMoney

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A fabricante brasileira de produtos de cobre Paranapanema (PMAM3), em recuperação judicial, informou ter registrado um prejuízo líquido de R$ 1,991 bilhão no quarto trimestre de 2022 (4T22), totalizando perdas de R$ 2,7 bilhões em 2022.

O resultado foi impactado principalmente pelo ajuste a valor de mercado dos seus direitos creditórios da exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS em R$ 466,4 milhões, o ajuste de avaliação patrimonial no montante de R$ 779,4 milhões em função da descontinuidade do Other Comprehensive Income – “OCI”, que era parte integrante do programa de hedge accounting da companhia, e pelo baixo volume de produção e vendas.

A companhia apresentou um prejuízo líquido ajustado de R$ 171,9 milhões no 4T22, após as exclusões e ajustes. Sobre a base do prejuízo, foram ajustados R$ 16 milhões de OCI, R$ 29 milhões de depreciação e amortização, R$ 466,4 milhões de ajuste a valor de mercado dos ativos, R$ 556,5 referentes a provisão para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, em virtude do posicionamento firmado pelo STF de dois recursos extraordinários, R$ 779,4 milhões de ajuste de avaliação Patrimonial, além da variação cambial.

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Também em termos ajustados, a perda no ano é de R$ 637,1 milhões. Foram ajustados R$ 58,3 milhões de OCI, R$ 103 milhões de depreciação e amortização, R$ 466,4 milhões de ajuste a valor de mercado dos ativos, R$ 556,5 referentes a provisão para Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL, R$ 779,4 milhões de ajuste de avaliação Patrimonial, além da variação cambial.

O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) ajustado fechou o 4T22 negativo em R$ 151,8 milhões, impactado pela redução do volume total de vendas, mix de produtos com uma proporção relevante de Cobre Primário e a redução do volume de Coprodutos.  No 4T21, o Ebitda ajustado tinha sido positivo em 10,56 milhões. No ano, fechou negativo em R$ 402,8 milhões.

Sem ajustes, o Ebitda ficou negativo em R$ 929,281 milhões no trimestre, ante valor negativo de R$ 22,370 milhões um ano antes.

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“Nesse 4T22 o principal foco principal da companhia foi o de assegurar a continuidade das operações em meio as dificuldades de obtenção de crédito para capital de giro”, apontou a empresa, que pediu recuperação judicial no fim de 2022.

A receita líquida do 4T22 foi de R$ 167 milhões, queda anual de 84%, para um volume de vendas de 9.478 toneladas. No ano, a receita líquida foi de R$ 2 bilhões, representando uma redução de 57% em relação ao ano anterior em função do baixo volume de vendas, que fechou em 57.838 toneladas de cobre contra 98.157 toneladas do ano anterior.

“A receita líquida sofre o impacto negativo do Other Comprehensive Income – “OCI” (Ajuste de Avaliação Patrimonial), que corresponde ao efeito não monetário da variação cambial de 2015 diferida por conta de ajustes na contabilidade de hedge que impactou negativamente a receita em R$ 16 milhões no 4T22 e R$ 58 milhões no ano”, apontou.

A empresa realizou R$ 110,5 milhões de custos fixos incluindo ociosidade no 4T22, obtendo uma redução de 14% em relação ao 4T21. No ano, contabilizou R$ 44,5 milhões de redução, a R$ 474,133 milhões, baixa de 9% em relação ao ano anterior.

No 4T22 as Despesas Operacionais foram de R$ 550,3 milhões, alta de 2.630%, explicadas principalmente pelo ajuste a
valor de mercado dos direitos creditórios da exclusão do ICMS da base do PIS/COFINS em R$ 466,4 milhões, pela provisão para CSLL, que impactou as despesas operacionais em R$ 311,1 milhões.

Em contrapartida aos débitos não recorrentes, houve o crédito da reclassificação da Ociosidade de Despesas para Custo do Produto no valor de R$ 240,7 milhões.