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Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o Dia dos Namorados no Brasil deve injetar R$ 26 bilhões no comércio e serviços neste ano. Em relação ao ano anterior, o valor representa uma alta de cerca de 20%.
Os setores de vestuário, calçados/acessórios e beleza se destacam como as categorias de melhor desempenho durante o período. Segundo o estudo, vestuário, calçados e acessórios foi a categoria mencionada por 52% dos consumidores. Em seguida, produtos de beleza, na mira de 31%, e chocolates, com 26%.

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Conforme a XP Investimentos, as companhias têm aproveitado a data comemorativa como uma plataforma de marketing mais ampla, promovendo campanhas de publicidade maiores. A Arezzo, da Azzas (AZZA3), por exemplo, lançou uma collab com a Fila, combinando moda, esporte e lifestyle por meio de tênis, bolsas e acessórios com proposta unissex e grade estendida.
Além dela, em beleza, a Natura (NATU3) tem promovido opções selecionadas de presentes em fragrâncias, maquiagem e kits de cuidados pessoais, enquanto O Boticário lançou uma campanha com Marina Sena e Juliano Floss.
Dados de consumo
De acordo com o levantamento, 61% dos brasileiros pretendem comprar presentes para o Dia dos Namorados. No ano anterior, foram 57%. Mesmo com o cenário macro e o consumo das famílias pressionado, a pesquisa sugere que o evento deve ter um desempenho sólido.
Para a XP Investimentos, apesar da coincidência das datas, os ventos da Copa do Mundo não devem representar um risco relevante para o Dia dos Namorados. De acordo com os analistas, entretanto, ainda que o primeiro jogo do Brasil só aconteça no dia seguinte à data comemorativa, o início dos jogos pode criar ventos contrários para classes de menor renda.
Conforme os economistas, para as classes de menor renda, parte do orçamento pode ser destinada a apostas ou encontros sociais para assistir ao primeiro jogo do Brasil. Além disso, as camisas do Brasil representam competição por share of wallet (parte da carteira).
O levantamento também mostra que presentes de segunda mão vêm ganhando algum espaço. Os dados mostram que 41% dos consumidores estão considerando essa opção, especialmente a Geração Z e os consumidores de menor renda, motivados principalmente por acessibilidade e apelo vintage.
E-commerce
O comércio digital deve seguir ampliando sua relevância. De acordo com a Abiacom (Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce), R$ 10 bilhões em vendas online, uma alta de 11% em relação ao ano anterior.
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De acordo com o levantamento, a alta pode vir principalmente de volume, enquanto o ticket médio permanece estável, reforçando a migração contínua para canais digitais. Mesmo com a alta, a pesquisa da CNDL indica que as lojas físcias devem permanecer sendo a preferência dos consumidores.