Convênio médico fica 40% mais caro em três anos; tendência é de mais alta

Pesquisas e avanços tecnológicos aumentam custos hospitalares, dizem especialistas, o que é repassado à carteira de clientes

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Dados da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) mostram que, de 2003 a 2006, o preço médio dos convênios médicos aumentou em 41,54%, passando de R$ 73,96 para R$ 104,68. E a tendência, afirmam especialistas do setor, é que os planos fiquem cada vez mais caros, por conta dos investimentos em tecnologia.

“A única forma de parar de subir os custos com medicina seria interromper o desenvolvimento tecnológico do setor, eliminar pesquisas e a descoberta de procedimentos e tratamentos”, afirmou um dos diretores da Correcta Seguros, Gustavo Tavares da Cunha Mello.

Exemplo norte-americano

Mello citou como exemplo a situação norte-americana: na década de 1970 esperava-se muito tempo para submeter um paciente à cirurgia. O médico só tomava a atitude quando realmente não havia mais o que fazer.

Atualmente, isso não ocorre mais: as operações são mais simples e menos invasivas. Apesar de garantir um menor custo do processo, mais pessoas são submetidas a essas situações, o que gera um aumento nas despesas hospitalares.

Alternativas

“Os avanços da ciência colocam novos aparelhos de diagnóstico e terapias. Os exames se tornaram mais sofisticados e numerosos: dificilmente quando o paciente tem algum problema o médico pede apenas um raio-X, por exemplo”, justificou o superintendente executivo do Instituto para Estudos da Saúde Suplementar, José Cechin.

“Os próprios pacientes buscam as últimas novidades em diagnósticos e em terapias, e isso obviamente deixa a prestação de serviço mais cara”, resumiu. Levantamento também da ANS mostra que, até julho deste ano, eram contabilizados cerca de 45 milhões de contratantes de saúde suplementar.

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