Controladora da American Airlines pede concordata e ações despencam 79%

Pressionada pela crise econômica mundial, empresa pretende reorganizar sua estrutura de dívida e seus custos

Publicidade

SÃO PAULO – A AMR, empresa controladora da American Airlines, entrou com um pedido de proteção à falência na corte norte-americana de Nova York nesta terça-feira (29). O pedido foi realizado sobre o capítulo 11 da lei de falência dos EUA, que prevê uma reorganização da estrutura da dívida e de seus custos. Assim, as ações da AMR registravam por volta das 15h15 (horário de Brasília) queda de 78,7% na NYSE, passando de US$ 1,62 no fechamento de segunda-feira para US$ 0,34 nesta terça-feira. 

Na esteira do anúncio, o mesmo procedimento foi adotado por algumas de suas subsidiárias norte-americanas, incluindo a American Airlines e a American Eagle. No entanto, a AMR afirma possui US$ 4,1 bilhões em dinheiro e investimentos de curto prazo. 

Segundo a controladora, tal dinheiro, em conjunto com as receitas provenientes das operações, deve ser “mais que o suficiente” para garantir que seus fornecedores e demais parceiros econômicos sejam pagos dentro dos prazos acordados no âmbito do processo de reorganização.

“Assim como os principais competidores da companhia nos últimos anos, o capítulo 11 permite que a American Airlines e a American Eagle continuem a conduzir seus negócios normalmente enquanto reestruturam sua dívida, custos e outras obrigações”, afirma a companhia em comunicado ao mercado.

Crise econômica pressiona desempenho
“Essa foi uma decisão difícil, mas é necessária e é o caminho certo para nos levar a uma companhia aérea mais eficiente, financeiramente forte e competitiva”, ressaltou Thomas Horton, CEO (Chief Exucitve Officer) e presidente da AMR e da American Airlines

Segundo Horton, a empresa foi impactada pelas desvantagens substanciais de custo da empresa em comparação com seus concorrentes – os quais passaram pelo mesmo processo de proteção à falência, reitera Horton. Além disto, as incertezas econômicas globais levaram à instabilidade das receitas, volatilidade nos preços dos combustíveis e desafios competitivos mais intensos, ressalta a AMR.