Consumidores de marca própria gastam 16% mais

De acordo com a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização, o gasto é atribuído a uma questão comportamental e não aos preços dos produtos

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O consumidor que compra marcas próprias gasta 16% a mais do que os que não compram esse tipo de produto, de acordo com a pesquisa “Hábitos e comportamento do consumidor de marca própria”, realizada pela LatinPanel.

O gasto é atribuído a uma questão comportamental e não aos preços dos produtos. De acordo com a Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização), que divulgou o estudo nesta terça-feira (30), o gasto a mais não está relacionado aos preços, já que, na maioria das vezes, o valor é menor do que o de marcas convencionais.

O que acontece, segundo a Associação, é que, quando o consumidor inclui produtos de marca própria em sua compra, acaba comprando mais itens, já que pensa “economizei naquele e posso levar mais esse”.

Consumidores

Ainda de acordo com a pesquisa, quanto maior a renda, maior é o consumo de marcas próprias. Quando questionados se sempre compravam estes produtos, 12% dos consumidores de classe AB responderam sim, enquanto na classe C esse número caiu para 9% e entre os cidadão da classe DE, para 7%.

Quando questionados sobre a freqüência de consumo de produtos de marcas próprias, 43% dos entrevistados da classe DE responderam que nunca compravam essas mercadorias. Na classe C, 29% deram essa resposta, enquanto na AB apenas 20% não adquirem os produtos.

Entre as donas de casa, a aquisição é maior entre as que têm mais de 50 anos (36%) e menor entre as que têm até 29 anos (16%).

A pesquisa revela também que 67% das famílias brasileiras já consumiram marca própria.

Regiões

As regiões da Grande São Paulo e do Sul são as que consumem com maior freqüência as marcas próprias, com 14% afirmando que sempre compram esses produtos. O Centro-Oeste foi o que apresentou menor consumo, com 53% afirmando que nunca compram marcas próprias.

A Grande Rio de Janeiro foi a região com o menor número de pessoas que nunca compram esses produtos (17%).

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Importância

Entre os 22% dos entrevistados que consideram as MPs importantes, a classe social DE é a que mais apresenta maior índice (23%), apesar de ser a que menos consome. Na classe C, 20% acham importante, enquanto na classe AB o número sobe para 21%.

Entre as razões apontadas pela classe DE para não consumir esses produtos, 51% disseram não encontrá-lo, enquanto 28% dizem não conhecê-lo. O preço foi indicado por apenas 3% desses consumidores.

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