Consumidores comprarão mais, mas gastarão menos no Natal

De acordo com a ACSP, os consumidores vão preferir comprar itens mais baratos, como roupas, ao invés de eletrônicos

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O comércio deve vender entre 5% e 6% a mais no final desse ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com estimativas da ACSP (Associação Comercial de São Paulo).

A associação afirma que esta estimativa de crescimento nas vendas mostra que as pessoas vão comprar mais, o que não significa que elas gastarão mais. “Muito pelo contrário. Acreditamos que os consumidores vão preferir comprar itens mais baratos, como roupas e calçados, ao invés de eletrônicos”, explica o economista da ACSP, Emílio Alfieri.

O economista explica a predileção por produtos mais baratos afirmando que, com o aumento de crédito oferecido nos últimos meses, as pessoas se endividaram e precisam pagar as compras que fizeram, antes de adquirirem mais coisas.

Crédito x Renda

Alfieri afirma que, neste ano, as pessoas gastaram mais do que ganharam. “O Banco Central afirma que o volume de crédito cresceu 20%, mas a massa salarial cresceu apenas 7%, o que indica que o nível de endividamentoo cresceu. Então, ou as pessoas diminuem as compras e saldam as dívidas ou os nomes vão parar do SPC e aí elas serão obrigadas a parar mesmo”.

De acordo com o economista, o gasto médio dos consumidores para o presente de Natal deve ficar entre R$ 20 e 30, nas compras em dinheiro, de R$ 60 a R$ 70, nas compras em shopping, em R$ 300, para presentes mais caros, como eletrônicos e bicicletas, e R$ 300 ou R$ 400, para bens duráveis comprados em operações de crédito.

Produtos

Alfieri afirma, no entanto, que ainda é difícil prever quais produtos serão mais vendidos neste Natal. “Acreditamos que roupas e calçados deverão vender bem, já que não são produtos tão caros”.

Para o economista, o setor de eletrônicos deverá apresentar uma redução nas vendas, em relação ao ano passado. “Este ano as TVs não deverão estar no auge – como já estiveram em outros anos – nem os DVDs, que caíram tanto de preço que quem queria comprar já comprou. Acho que nesse setor o destaque será para os computadores, que estão começando a entrar na classe C, ou seja, quem ganha cerca de R$ 1 mil está conseguindo comprar o aparelho no crediário”, explica.

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