Consumidor pretende gastar 12% a mais com o presente de Natal

Pesquisa da FGV mostrou que intenção de desembolso médio é de R$ 58 neste fim de ano, contra R$ 51,60 anunciados em 2006

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – A melhora da economia, principalmente no que diz respeito ao aumento da renda e do emprego, estimulou o crescimento na casa dos 12% da intenção de gasto médio do brasileiro com o presente de Natal. De acordo com o ICC (Índice de Confiança do Consumidor) divulgado na última terça-feira (27) pela Fundação Getúlio Vargas, os compradores pretendem desembolsar uma média de R$ 58 neste fim de ano, contra pretensão de R$ 51,60 anunciada em 2006.

“O consumidor está animado, principalmente porque a política econômica foi mantida neste segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, explicou o coordenador da pesquisa, Aloisio Campelo. O aumento da oferta de crédito – que deve atingir 35% do Produto Interno Bruto no final deste ano – também é apontado como motivador desse processo. “Mas isso para os consumidores de baixa renda, que precisam dessa alternativa para as compras”, explicou.

Por renda

Todos os quatro grupos sociais analisados para elaboração do estudo apresentaram aumento na intenção de gasto médio com presentes. O destaque foi para aqueles consumidores que ganham entre R$ 4.800,01 e R$ 9,6 mil: 20%.

Intenção de gasto
Faixa de rendaDesembolso médio em 2006Desembolso médio em 2007Variação
Até R$ 2,1 milR$ 39,6R$ 44,3011,87%
Entre R$ 2,1 mil e R$ 4.800,01R$ 49,90R$ 536,21%
Entre R$ 4.800,01 e R$ 9,6 milR$ 52,90R$ 63,6020,23%
Acima de R$ 9.600,01R$ 62,90R$ 69,9011,13%

Fonte: ICC/FGV

Principais produtos

Conforme o levantamento, vestuário lidera a intenção de compras, com 47,4% das respostas. Brinquedos, com 19%, ficam em segundo lugar, seguidos por outros (11,3%), eletrônicos (8,3%) e lembranças (5,3%).

Eletrodomésticos, perfumaria, bebidas, jóias, móveis e viagens ficam por último, somando, juntos, 8,8% das intenções de compra.

O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 21 de novembro em mais de dois mil domicílios nas sete principais capitais brasileiras.

Compartilhe