Publicidade
SÃO PAULO – Embora o número de pessoas empregadas tenha aumentado neste ano, a instabilidade gerada pela crise financeira internacional levou os consumidores brasileiros diminuir em 8,6% a intenção de gasto médio com o presente de Natal.
O dado faz parte do levantamento “Sondagem de Expectativas do Consumidor – Quesito Especial Natal”, divulgado nesta quinta-feira (4) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). No ano passado, a intenção havia se elevado em 7,2%, em relação a 2006.
De acordo com o coordenador da pesquisa, o economista Aloisio Campelo, “a restrição ao crédito é um fator menos relevante, em se tratando dos presentes de Natal, pois eles tendem a ter um preço mais baixo. A maior preocupação dos consumidores é com a instabilidade do mercado de trabalho e o que está acontecendo com a economia. É uma questão de cautela”.
Por renda
Todos os quatro grupos sociais analisados para elaboração do estudo apresentaram diminuição na intenção de gasto médio com presentes, sendo que o destaque foi, justamente, para aqueles consumidores que ganham até R$ 2.100: -16,3%.
Segundo Campelo, essa é uma faixa de renda mais afetada pela instabilidade da inflação e que sofreu com as pressões sobre o preço dos alimentos, afinal, grande parcela de sua renda é despendida para a compra desses itens.
Na tabela abaixo, é possível verificar a variação da diminuição de gasto em cada faixa de renda:
Continua depois da publicidade
| Intenção de gasto | |||
| Faixa de renda | Variação 2007/2008* | ||
| Até R$ 2.100 | -16,3% | ||
| Entre R$ 2.100 e R$ 4.800 | -5,5% | ||
| Entre R$ 4.800 e R$ 9.600 | -8,4% | ||
| Acima de R$ 9.600 | -6,5% | ||
Fonte: FGV
*valores reais, corrigidos pelo IBC-BR de outubro da FGV
Principais produtos
Conforme o levantamento, Vestuário lidera a intenção de compras, com 47,4% das respostas. Brinquedos, com 16,9%, ficam em segundo lugar, seguidos por Outros (15,9%), Perfumaria (6,9%) e Eletrônicos (4,1%).
Livros , Eletrodomésticos e Som/Vídeo ficam por último, somando, juntos, 8,8% das intenções de compra.
Continua depois da publicidade
O levantamento foi realizado entre os dias 1º e 21 de novembro em mais de dois mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras.