Consumidor gastará 10% a mais no Natal; panetone e aves estarão mais caros

Segundo a Abras, supermercados apostam no parcelamento de até dez vezes nas compras, para garantir consumo

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O consumidor deve gastar 10% quando for aos supermercados fazer compras de Natal. A expectativa é da Abras (Associação Brasileira dos Supermercados), que prevê ainda alta de até 6,5% no preço do panetone e de algo em torno de 10% no das aves típicas da comemoração. Em reais, cada comprador desembolsará, por vez, aproximadamente R$ 25.

E para aqueles que quiserem comprar um pouco mais, o mercado deve apresentar facilidades como na época da Páscoa: pagamento em até dez vezes. “Normalmente as pessoas aproveitam em até três vezes. O mercado vai aproveitar o aumento do emprego e da renda para garantir o consumo típico da época do ano”, contou Honda, adicionando que a possibilidade estará garantida em cartões de crédito private labels e convencionais.

Panetones e importados

“O trigo está mais caro, assim como a gema de ovo. Então a indústria teve de repassar esse aumento”, explicou o presidente da entidade, Sussumu Honda, ao justificar a alta no preço do típico bolo de frutas.

Quanto aos importados, frutas passam por uma boa fase, exatamente pela desvalorização do dólar frente ao real. “Ameixas, uvas-passa, amêndoas e outras frutas secas devem vir com preço mais em conta”, previu o presidente da Abras.

Também influenciado pela desvalorização da moeda norte-americana, o Grupo Pão de Açúcar, por exemplo, venderá alguns vinhos, champagnes e pró-seccos importados com preço até 30% menores.

Aves e substitutos

Chester e peru mais caros são resposta, por outro lado, à recuperação de preços. “No ano passado, tivemos uma oferta muito grande desses produtos, por causa da gripe do frango”, adicionou Honda.

O presidente da Associação de Avicultura de São Paulo, Erico Pozzer, explicou que a indústria, apesar de pagar mais pelo milho e pela soja, não pretende aplicar todo o repasse necessário. Os 10% praticados nos supermercados, adicionou, é o mínimo que poderia ser feito, para conter prejuízos. Mas a margem de receita perdeu bastante.

“É difícil mexer com preços assim, porque o orçamento do brasileiro é muito apertado, então quando aumenta-se o preço em grande proporção, ele simplesmente pára de comprar”, explicou. Para Pozzer, o frango deve ser a saída para consumidores que não quiserem gastar mais com as aves típicas da época do ano.

O Grupo Pão de Açúcar aposta em outro substituto ao peru e ao chester: o bacalhau. A empresa importou um volume 20% superior à quantidade vendida no ano passado e espera comercializar 1,3 mil toneladas do produto. Os preços devem estar 10% inferiores aos da Páscoa.

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Comercializações

Até o momento, as vendas apresentam alta de 6,5%, impulsionadas principalmente pela reinserção da Classe C ao consumo. A expectativa é que, no último mês do ano, as comercializações aumentem na ordem de 10%. “Teremos um dia útil a mais neste ano, do que no ano passado. Isso auxilia muito nas vendas”, contou.

Honda explicou que, neste ano, as vendas começaram mais cedo. Panetones, por exemplo, passaram a ser expostos, no ano passado, em novembro, com vendas em dezembro. Neste ano, desde a segunda quinzena de outubro, o produto já era encontrado nas prateleiras, sendo que alguns supermercados já estão começando a repor os estoques do produto.

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