Consumidor, agora, já tem celular; tendência é para compra de reposição

Com 110 milhões de aparelhos em uso, ritmo das comercializações muda. Idéia é gastar menos com o produto

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SÃO PAULO – A tendência é que, a partir de agora, a procura dos brasileiros por celulares seja para a reposição, em vez da aquisição da primeira linha. A expectativa foi anunciada na última quinta-feira (19) pelo levantamento “Pesquisa de Consumo – abril a junho de 2007”, do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), na Universidade de São Paulo.

Conforme o coordenador geral da pesquisa, Claudio Felisoni Angelo, isso ocorre porque já há no País 110 milhões de aparelhos. “Ainda há espaço para as vendas crescerem, mas o ritmo mudou”, afirmou.

Mais sofisticados

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Eletro-Eletrônicos (Abinee), dados do mercado mostraram que, no ano passado, de 42 milhões de aparelhos vendidos no mercado interno, 12 milhões, ou quase um terço, eram destinados aos clientes que queriam um modelo mais sofisticado.

A associação informou ainda que outros 12 milhões de aparelhos vendidos em 2006 corresponderam à aquisição de novas linhas, enquanto a mesma quantidade restante, equivalente ao terço final, era destinada à substituição de celulares quebrados e com outros defeitos que impediam seu funcionamento.

Expectativa

Além disso, segundo o Provar, a expectativa dos consumidores em comprar o produto entrou em trajetória de queda a partir do segundo trimestre do ano passado. Àquela época, após atingir o pico de 17% das intenções, o índice caiu para 11,4% entre julho e setembro; 6,6% entre outubro e dezembro; chegando a 5,4% entre janeiro e março deste ano.

Para o segundo trimestre de 2007, a curva apresentou uma nova alta, atingindo 9%. “Isso ocorre por causa do proximidade com o Dia das Mães”, justificou Angelo.

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Gasto

A pesquisa mostrou também que caiu a intenção de gasto com o produto. No segundo trimestre do ano passado, a expectativa era de pagar, na média, R$ 787 por um aparelho. No primeiro trimestre deste ano, passou para R$ 548,15, chegando a R$ 490,92 entre abril e junho de 2007.

“No segundo trimestre sobra menos dinheiro para gastos extras”, explicou Angelo. Na mesma ordem, a proporção era de 20,6% do orçamento, passando para 16,9% e chegando aos atuais 11,7%.