Construtoras dos EUA: Pulte compra Centex, visando superar crise

Nova companhia será maior construtora norte-americana por receita; executivos se dizem "cautelosamente otimistas"

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SÃO PAULO – Visando resistir à maior crise do mercado imobiliário desde a Grande Depressão, a Pulte Homes adquiriu a Centex Corporation por US$ 1,3 bilhão, criando a maior construtora norte-americana por receita.

O pagamento será feito inteiramente em ações, sendo que a Pulte irá pagar 0,975 ação por cada ação da Centex. O acordo representa um preço de aproximadamente US$ 10,5 por papel da empresa adquirida, ou cerca de 40% a mais do que a cotação do último fechamento.

“A combinação significa que nós iremos retornar à lucratividade mais cedo do que iríamos” sem o acordo, afirmou o CEO (Chief Executive Officer) da Pulte, Richard Dugas. “Nós não estamos sugerindo que temos uma bola de cristal perfeita, mas nós estamos cautelosamente otimistas com o que estamos vendo agora”, completou, citando a melhora nas vendas de imóveis novos em fevereiro.

Números da nova empresa

A nova companhia terá acesso a 59 mercados norte-americanos, de acordo com Dugas, que prevê ainda uma economia anual de US$ 350 milhões devido à presença geográfica e segmentos de mercado complementares de ambas as empresas.

Ao todo, a companhia terá mais de US$ 3,4 bilhões em capital e um valor de mercado de US$ 4,1 bilhões, conforme os cálculos apresentados pelo executivo. Os acionistas da Pulte teriam 68% da nova empresa, enquanto os da Centex teriam os 32% restantes.

Reações do mercado

Seguindo o anúncio do acordo, a agência de classificação de risco Moody’s informou nesta quarta-feira (8) que colocou os ratings de ambas as companhias em revisão para um possível rebaixamento.

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Já o analista do banco UBS, David Goldberg, enviou uma nota aos investidores afirmando que “historicamente, fusões e aquisições na construção civil aceleraram a saída de períodos de declínio, já que construtoras mais líquidas parecem ter oportunidades estratégicas vantajosas para aumentar sua participação no mercado”. “Esperamos que essa tendência se mantenha neste ciclo”, completou o analista.