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SÃO PAULO – O setor imobiliário se viu pressionado pelo preço dos insumos no decorrer de 2008, o que estava sendo repassado para a frente. Porém, a crise financeira internacional deve fazer com que estes valores se mantenham ou caíam em 2009.
De acordo com o vice-presidente de Tecnologia e Relação com o Mercado do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Alberto Du Plessis, a área de vendas da construção civil estava em festa, mas, por detrás disso, o setor estava sendo sufocado pelos recursos.
“A maioria dos insumos estava com preços exacerbados, com a indústria repassando para a frente problemas de margem. O preço do cimento subiu 20% e o do aço, 40%. Com a crise, os preços em geral já apresentaram queda de 50%. Em 2009, não teremos mais esses aumentos abusivos. Acreditamos em estabilidade e até em queda de preços”, afirmou.
Momento de ajustes
Segundo Du Plessis, o setor está passando por uma fase de ajustes. “A mão-de-obra estava escassa e não se encontrava mais equipamentos. Chegamos a viver um momento em que São Paulo parava a concretagem porque faltava cimento”.
O presidente do Secovi-SP, João Crestana, concorda com a idéia de reajustes do setor: “2007 foi um ano fabuloso. Mas em 2008 já houve aumento do preço dos insumos, desde terreno até o aço. Agora, deve descer. Nós estamos num momento de equilíbrio. As pessoas estão equilibrando seu orçamento e as empresas estão revendo seus lançamentos“, afirmou.
Em relação à mão-de-obra, muitas empresas devem rever os lançamentos no próximo ano, o que trará efeito sobre as contratações com certa defasagem, em 2010.