Construção Civil: o boom imobiliário está mesmo chegando?

Conheça a opinião de alguns analistas sobre os pontos que podem levar o setor a um forte crescimento em 2007

Publicidade

SÃO PAULO – A economia brasileira vem apresentando crescimento abaixo dos demais países emergentes e ainda é dona da taxa de juro real mais alta do mundo. Nessas condições, será que o mercado imobiliário pode atingir o tão esperado boom no próximo ano?

Segundo análises da corretora Ativa e do banco Bradesco, a resposta para esta pergunta é sim.

A junção de fatores como, crescimento na produção de insumos típicos da construção civil, maior oferta de crédito, desoneração tributária, melhor renda e emissões de ações de empresas do setor, desenham um futuro muito promissor para a atividade.

Sinais do aquecimento

Vamos aos pontos: segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), elaborada pelo IBGE, a produção de insumos do setor de construção civil vem crescendo consecutivamente nos últimos quatro meses.

O crédito imobiliário também cresceu, sendo que sua oferta mais do que dobrou entre janeiro e setembro (105%) deste ano, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário (Abecip).

Além disso, o Governo Federal anunciou medidas para incentivar o setor, como o fim da obrigatoriedade da aplicação da Taxa Referencial (TR), o limite de 12% nas taxas de juros e a possibilidade de utilizar o crédito consignado para financiar imóveis.

Continua depois da publicidade

R$ 3,2 bilhões captados no mercado financeiro

As empresas do setor de construção civil, corretoras, imobiliárias, captaram R$ 3,2 bilhões com emissões de ações neste ano. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a oferta de ações representou 26,5% do total das realizadas neste ano.

Esta grande captação, segundo o Bradesco, confirma as expectativas de investimentos das empresas. Apesar de alguns mercados estarem saturados, como o Rio de Janeiro e São Paulo, os investidores estão buscando novas áreas de crescimento.

A Ativa, inclusive, afirma considerar difícil um eventual excesso de oferta, dado o elevado déficit habitacional do país, de cerca de 7 milhões de residências (números de 2000).