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SÃO PAULO – Mesmo diante dos sucessivos sinais de desaceleração do mercado imobiliário dos EUA, as ações ligadas ao setor vêm subindo nas sessões recentes, sendo responsáveis, inclusive, pelos maiores ganhos dentro do índice S&P 500 em setembro.
Considerando exclusivamente o prognóstico de curto prazo para o segmento, a performance seria injustificada. A confiança dos construtores norte-americanos está em seu menor nível em quinze anos, seis grandes empresas do ramo alertaram para o desaquecimento do setor e o número de casas em construção caiu ao seu menor nível em três anos em agosto.
A percepção geral dos analistas é de que há um excesso de oferta de moradias naquele país e, para eliminá-lo, o número de casas construídas tem de cair e as companhias se vêem obrigadas a reduzir seus preços, comprimindo as margens de lucro.
Por que em alta?
O que justificaria, portanto, o recente bom desempenho das ações de construção civil nas bolsas norte-americanas? Basicamente, a aposta de que os papéis já atingiram uma mínima após terem recuado cerca de 60% desde o pico alcançado no verão de 2005.
E a expectativa é de que, à medida que o mercado imobiliário dos EUA dê qualquer sinal de recuperação, as ações rapidamente acompanharão as perspectivas mais favoráveis, dada sua significativa penalização recente.
Alerta
Em um primeiro momento, parece, de fato, haver racionalidade e coerência em tal aposta. Ocorre, no entanto, que possivelmente os papéis do nicho ainda não atingiram sua mínima.
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Analistas alertam que, historicamente, as ações ligadas ao setor não apresentam tendência de recuperação antes que o lado real da economia mostre uma reversão da trajetória negativa, o que provavelmente acontecerá apenas no final de 2007. A racionalidade sugere novas quedas para os papéis, ao menos no curto prazo.