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SÃO PAULO – Para o presidente do Santander Brasil (SANB11), Fábio Barbosa, a instituição foi capaz de colocar “as coisas nos eixos” durante o segundo trimestre de 2010, com o crescimento evoluindo mês a mês, “o que me sugere que estamos em fase de recuperação, e não vejo porque isso teria terminado em junho”, apontou, avaliando esperar contínua evolução do resultado do banco.
De acordo com os números divulgados na manhã desta quinta-feira (29), o lucro líquido no segundo trimestre ficou em R$ 1,766 bilhão, acima dos ganhos de R$ 1,613 bilhão vistos no mesmo período do ano passado. Além disso, houve também alta na receita com juros e similares, que passou de R$ 9,775 bilhões para R$ 9,839 bilhões na mesma base de comparação.
Pequenas e médias empresas em destaque
Entre os destaques apontados por Fábio Barbosa durante a teleconferência com acionistas e analistas, o presidente do Santander Brasil ressaltou o crescimento da carteira de crédito para o segmento de pequenas e médias empresas, com variação positiva de 4,7% sobre o trimestre imediatamente anterior.
Esse desempenho, segundo o executivo, é fruto da expansão econômica brasileira, que tem uma característica diferente de outros ciclos. Em sua opinião, desta vez o crescimento está mais bem distribuído, não só geograficamente, como também em escala. Ou seja, nem só as grandes cadeias e as grandes cidades estão se beneficiando de um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) estimado em 7,8% para 2010, de acordo com a equipe de análise da própria instituição.
Além disso, a leva de IPOs de grandes empresas do País exigiu que a cadeia de produção e os fornecedores se estruturassem administrativamente, trazendo mais formalidade, transparência e contribuindo para que o processo de análise e concessão de crédito ficasse mais fácil, explicou Barbosa.
O executivo aproveitou para ressaltar também o recuo com provisões para créditos de liquidação duvidosa de 3,6% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, em resposta à inadimplência, que também mostrou tendência de queda após ter crescido na passagem do segundo para o terceiro trimestre de 2009, em função da crise econômica.
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Sinergias
Em relação às sinergias capturadas até o momento com o processo de integração com o Banco Real, alcançou-se a marca de R$ 1,4 bilhão até o segundo trimestre, superando a previsão em R$ 246 milhões. As sinergias totais estimadas com o processo são de R$ 2,4 bilhões, embora Fábio Barbosa tenha deixado claro que, mesmo com a antecipação, não há expectativa de que a projeção inicial seja superada, esperando assim convergência em relação à estimativa da administração.
No entanto, houve reprogramação das etapas para que o processo seja concluído, com extensão do prazo. De acordo com a administração, a expectativa é de que a unificação da marca e do atendimento aconteça até dezembro de 2010 e a migração tecnológica ocorra no primeiro semestre de 2011. De acordo com Fábio Barbosa, a preocupação foi no sentido de que evitar ruídos entre os clientes e o banco, por isso as etapas estão sendo feitas aos poucos.
No momento, ocorre um processo de adesivação das agências, em vermelho. Em novembro, próximo à Fórmula I, ocorrerá o Big Bang, em que todas as agências passarão a exibir a marca Santander, ao invés de um grupo por vez, explicou Fábio Barbosa. Além disso, outro objetivo previsto foi a manutenção das metas de redução de custos.
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Embora as despesas gerais tenham ficado em linha com o segundo trimestre do ano passado, com redução de 0,3%, houve aumento de 4,3% na comparação com os três primeiros meses de 2010, decorrente da contratação de pessoas, aberturas de agências e do fato de que o banco está preocupado em aproveitar o atual cenário para crescimento, disse Barbosa. Ao encerrar a teleconferência, o executivo finalizou com “vamos em frente que ainda há muito a ser feito”.