Confira as taxas médias de administração dos principais fundos de investimentos

Fundos com renda variável tendem a mostrar taxas maiores; porém taxas variam muito de acordo com valor da aplicação

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SÃO PAULO – A taxa de administração cobrada nos fundos de investimentos varia bastante, principalmente em função da modalidade de fundo e do valor mínimo de aplicação. De forma geral, fundos que contenham renda variável têm taxas maiores, assim como aqueles no qual o valor mínimo de aplicação é menor.

Outra importante diferença diz respeito ao tipo de fundo. Por serem voltados para investidores institucionais ou pessoas físicas com elevados recursos, os fundos exclusivos registram taxas mais baixas. Para o “resto dos mortais”, que envolve a grande maioria dos investidores, as taxas acabam sendo maiores.

Fundos DI com taxas mais baixas

Dados divulgados pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimentos) referentes a janeiro deste ano evidenciam as diferenças entre as taxas de administração cobradas nas diversas categorias de fundos de investimentos. Excluindo os fundos exclusivos, em média os fundos referenciados DI mostraram taxa de administração de 1,18% ao ano no primeiro mês de 2006.

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Vale sempre a pena destacar a importância do montante mínimo de aplicação na determinação da taxa. Considerando as taxas cobradas nos fundos DI dos três maiores administradores de recursos do país, isso fica evidente. Nos fundos DI de menor aporte do Banco do Brasil, Bradesco e Itaú, a taxa de administração varia entre 3,5% e 4,5% ao ano. Já para aqueles voltados para quem tem mais de R$ 200 mil para aplicar, a taxa flutua entre 0,8% e 1,8%.

Já os fundos de renda fixa tradicional, também muito populares no mercado brasileiro, mostraram taxa média de administração de 1,55% em janeiro, também quando os fundos exclusivos não são contabilizados.

Taxas dos fundos de ações acima de 2%

As taxas cobradas nos fundos de ações, em média, superaram o patamar de 2% ao ano. A categoria de fundos de ações outros, que mostra maior patrimônio dentre todas as categorias de fundos de ações, registrou taxa média de administração de 2,72% em janeiro, contra 2,51% dos fundos Ibovespa indexados.

Os fundos PIBB registraram taxa média de 1,51%, em parte refletindo o apelo de popularização do mercado assumido pelo BNDES quando da oferta quanto o perfil da carteira, restrito a papéis do IBrX-50.

Já os fundos cambiais dólar sem alavancagem mostraram taxa média de 1,32% no primeiro mês de 2006, que pode ser considerada atrativa, principalmente na comparação com os fundos DI e os de renda fixa, de menor perfil de risco.

Fundos de previdência

Os dados mostram também que os fundos de previdência, voltados ao investidor de longo prazo, apresentam taxas de administração bastante acima dos equivalentes. Os fundos de previdência DI, por exemplo, mostraram taxa média de 2,38%, sempre excluindo os fundos exclusivos, quase o dobro dos fundos DI.

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O mesmo ocorre com os fundos de previdência cambial dólar (2,33%), previdência renda fixa (1,89%) e as várias categorias de previdência multimercados, onde as taxas superam de forma significativa os equivalentes. Vale notar, contudo, que a maior taxa de administração destes fundos é parcialmente compensada pelo fato de que os mesmos oferecem possibilidade de diferimento fiscal, ou seja, o investidor não sofre recolhimento em fonte do imposto de renda.