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SÃO PAULO – O fato de o feriado de Páscoa ser comemorado em 23 de março deste ano, cerca de 15 dias antes do costume, deve dificultar as vendas de produtos típicos da comemoração. O consenso é de redes de comércios e da Apas (Associação Paulista de Supermercados): pelo fato de os consumidores ainda estarem com o orçamento comprometido pelas compra de fim de ano, existe uma dificuldade maior para as vendas.
“Estamos estudando como facilitaremos as comercializações”, explicou Emerson Poppi, gerente de compras de mercearia da Coop (Cooperativa de Consumo). “Ainda não sabemos qual estratégia será feita, em quantas vezes dividiremos o pagamento e se haverá incidência de juros ou não”, adicionou. No ano passado, algumas lojas chegara a parcelar o pagamento de produtos pascais em oito vezes.
Forte calor
“Quando a Páscoa ocorre mais cedo, pega o consumidor com o poder de compra abalado pelos gastos de fim de ano e dos impostos como IPTU [Imposto Predial e Territorial Urbano] e IPVA [Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores], entre outros, sem falar nas despesas do Carnaval”, observou João Sanzovo Neto, presidente da Apas.
Conforme a entidade, o mercado estima uma Páscoa difícil. Além da antecipação, o forte calor registrado nos três primeiros meses do ano compromete a conservação dos chocolates. Por isso, foi necessário garantir uma frota de distribuição totalmente refrigerada, uma das medidas responsáveis pelo encarecimento médio de 5% dos produtos.
Crescimento nas vendas
De qualquer maneira, a entidade espera que haja crescimento nas comercializações. A estimativa é de avanço entre 3% e 5% em relação a 2007, quando o volume alcançou cerca de 20 mil toneladas.
O Grupo Pão de Açúcar, por sua vez, espera vender dois milhões de toneladas de chocolate, incluindo as opções da indústria, mostrando um crescimento de 30% sobre o ano passado.
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Já a Coop prevê que os ovos de chocolate de marca própria Coop Plus deverão ter um incremento na ordem de 10% em relação ao ano passado. Em 2007, foram dez toneladas e para este ano, a previsão é de 11 toneladas. Quanto aos ovos de chocolate de outros fabricantes, a previsão é de um avanço em torno de 8%.