Comportamento dos juros em setembro reflete efeito subprime, diz Iedi

De acordo com o instituto, incertezas geradas pela crise do crédito de alto-risco norte-americano travaram queda

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O comportamento nas taxas de juros verificado entre agosto e setembro foi reflexo da cautela dos fornecedores de crédito, diante das incertezas geradas pela crise do crédito de alto-risco norte-americano, o subprime. A análise, feita sobre dados divulgados na última terça-feira (23) pelo Banco Central, é do Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Conforme a “Nota de Política Monetária”, o juro do cheque especial voltou a subir, passando de 7,55% para 7,57%. Aquisição de veículos (2,12% ao mês) e de outros bens (3,73% mensais) não se alteraram, enquanto que a única modalidade a apresentar retração foi o crédito pessoal, de 3,43% ao mês para 3,40% mensais.

Diferentes modalidades

“A conclusão é que em setembro ocorreu uma trava no processo de queda dos spreads [diferença entre os juros cobrados nos empréstimos à pessoa física e aqueles pagos nas aplicações financeiras] e das taxas de juros finais do crédito em suas várias modalidades”, afirmaram especialistas da entidade.

De acordo com o instituto, no crédito pessoal, a taxa de juros e o spread, que vinham caindo seguidamente desde janeiro desse ano, continuaram nesse percurso em setembro. A taxa diminuiu de 49,9% ao ano, em agosto, para 49,4% anuais, em setembro, menos 0,5 ponto percentual – a mesma redução do spread, que em setembro foi para 38% ao ano.

Porém, desagregando as diferentes modalidades de empréstimo pessoal, o crédito consignado recuou 0,4 ponto percentual, para 30,3% ao ano, enquanto a taxa média para as demais categorias de financiamento permanecia em 64,1% ao ano.

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