Publicidade
A Compass (PASS3) anunciou nesta quarta-feira (24) que sua controlada Edge assinou seu primeiro contrato de mobilidade a GNL fora da rede, em parceria com o Grupo Nimofast e a Green Cargo. Segundo o acordo, a Edge fornecerá o GNL (proveniente da TRSP), enquanto a Green Cargo fornecerá os caminhões da JAC Motors e o Grupo Nimofast liderará as operações e a gestão logística.
A equipe de análise do Itaú BBA considera positivo o anúncio, pois representa um passo importante para o desenvolvimento do mercado de GNL em pequena escala no Brasil e reforça o posicionamento da empresa nesse segmento emergente.
Embora os volumes devam crescer gradualmente no curto prazo, à medida que a frota aumenta de tamanho, o acordo fornece indícios iniciais de demanda e sustenta a tese de crescimento de longo prazo da Edge.
Na visão dos analistas do Itaú BBA, Monique Greco, Eric de Mello e Eduardo Mendes, a atual avaliação da Compass ainda reflete, em grande parte, seu negócio principal de distribuição, com contribuição limitada da Edge, o que sugere que esta última continua sendo uma fonte subestimada de potencial de valorização ao longo do tempo.
Leia mais:
- Compass tem potencial para subir 50%, diz XP ao iniciar cobertura recomendando compra
- Compass (PASS3): bancos iniciam cobertura recomendando compra e ação sobe forte
O Itaú BBA reitera recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 35.
O Bradesco BBI também vê a Edge como peça central para a criação de valor da Compass. Na avaliação do banco, a expansão da plataforma será fundamental para destravar o potencial da companhia além do negócio tradicional de distribuição de gás.
Segundo o BBI, a Edge está iniciando sua estratégia de crescimento fora da rede de distribuição, com foco em operações de gás natural liquefeito (GNL) em pequena escala. A expansão deve se concentrar principalmente no segmento de mobilidade, mercado que o banco considera uma das principais avenidas de crescimento para a empresa nos próximos anos.
Santander inicia cobertura de Compass
Cabe ressaltar que a equipe de análise do Santander iniciou a cobertura da Compass com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado, equivalente à compra) e preço-alvo de R$ 34,05 por ação para o fim de 2027, o que representa potencial de retorno total de 49,4%.
Continua depois da publicidade
Na avaliação do banco, a Compass reúne uma combinação atrativa entre um negócio regulado e defensivo de distribuição de gás, com forte geração de caixa, e oportunidades de crescimento por meio da Edge, sua plataforma de comercialização e infraestrutura de gás.
Para o Santander, o principal pilar da tese de investimento é o negócio de distribuição de gás. A Compass possui participação em sete concessões de distribuição, com forte presença nas regiões Sul e Sudeste, incluindo a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país.
Já a Edge é vista como o principal vetor de expansão da companhia. A plataforma reúne infraestrutura de gás natural liquefeito (GNL) em São Paulo, um contrato competitivo de suprimento de gás natural com a TotalEnergies válido até 2033 e uma das maiores plataformas de biometano do Brasil, a Onebio, joint venture com a Orizon.
Continua depois da publicidade
Na visão do Santander, esses ativos posicionam a Edge para capturar oportunidades ligadas à migração de consumidores para o mercado livre de gás, ao fornecimento para usinas termelétricas, à demanda industrial fora da malha de distribuição, à substituição do diesel nos setores de transporte e logística, ao abastecimento marítimo (bunkering) e à arbitragem de cargas de GNL.
Embora envolva maior grau de incerteza em comparação ao negócio de distribuição, o banco considera que a Edge concentra as principais opcionalidades de crescimento de longo prazo da Compass.

