Comida continua pensando mais no bolso em agosto; alta é de 1,61%

Essa variação está acima da inflação geral do período, contabilizada pelo IPCA-15 em 0,42%

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SÃO PAULO – Assim como em julho, o consumidor desembolsa mais para comprar comida em agosto. A prévia da inflação oficial do País, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), divulgada nesta quinta-feira (23), mostrou que os alimentos estão, neste mês, 1,61% mais caros. Para se ter uma idéia, a inflação geral foi de 0,42% no período.

Técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pela elaboração do índice, explicaram no documento de divulgação do estudo que, novamente, os encarecimentos do leite e seus derivados foram os principais motivadores para as compras em mercados e supermercados ficarem mais caras: em agosto, a alta é de 10,62% para esse subgrupo de produtos.

De novo, a entressafra

Ainda motivado pela entressafra do leite – com menos chuvas, as vacas se alimentam menos e, portanto, produzem menos – a bebida do tipo pasteurizada está 13,91% mais cara em agosto . Dessa maneira, o consumidor passou a pagar mais, também , pelo leite em pó (9,85%), queijos (6,02%) e iogurte (5,31%).

No acumulado do ano, observa-se que os preços do leite pasteurizado já aumentaram 52,16%, no âmbito do IPCA-15. Outros alimentos também pesam mais no bolso: carnes (4,21%), tomate (4,01%), feijão carioca (2,77%), pão francês (1,86%) e frango (1,66%).

Sinais positivos

Por outro lado, algumas despesas essenciais da família, conforme explicaram especialistas do IBGE, ficaram mais em conta. O grupo de produtos não-alimentícios mostram leve alta de 0,10% no oitavo mês do ano – bem abaixo do IPCA-15 geral.

A conta de luz, por exemplo, está 2,45% mais barata e nível nacional. A redução foi estimulada, principalmente, pelas tarifas da região metropolitana de São Paulo, que ficaram 12,66% mais baratas a partir do dia 04 de julho, resultando em queda de 7,64% em agosto na conta do consumidor da região.

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Os combustíveis (-1,04%) também continuaram em queda, com redução de 5,65% no preço litro do álcool e de 0,70% no litro da gasolina . Os artigos de vestuário, por sua vez, pesam 0,23% a menos no bolso.