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SÃO PAULO – O consumidor que comer fora de casa pagará de 4% a 5% mais caro esse mês. Isso porque os bares e restaurantes promoveram aumento sobre o preço do cardápio entre o final de setembro e início de novembro, segundo confirmou o diretor social da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), Joaquim Saraiva de Almeida.
“Não tivemos como segurar a alta. Não é intenção dos estabelecimentos aumentar o preço porque o custo alto faz com que se perca cliente e dinheiro, mas não conseguimos barrar a alta”, afirmou.
Motivos
Existem três motivos básicos para o aumento ao consumidor. O primeiro deles é a alta no preço dos derivados de leite. “Como creme de leite e o queijo. Para se ter uma noção, a mussarela custava R$ 5,50 o quilo há quatro meses e passou para R$ 12 o quilo em setembro”, afirmou Almeida.
Ele ainda justifica a alta no custo da alimentação nos restaurantes e bares, devido ao aumento do preço da carne. Neste caso, há quatro meses, os estabelecimentos pagavam R$ 12 pelo quilo do filet mignon, que passou para R$ 18.
Além disso, em agosto, ainda houve dissídio da categoria de 4%. “Mas a alta não retrata somente no salário, mas nos impostos que os estabelecimentos pagam sob a folha de pagamento, como o FGTS e o INSS”, disse o diretor. O peso da folha nos gastos dos restaurantes e bares é de 20% a 30%, enquanto dos alimentos é de 40%.
Reajuste
De acordo com Almeida, havia um ano que a categoria não aumentava os preços. A alta não aconteceu no período, porque os restaurantes tinham outras alternativas para que não perdessem clientes, como realizar festivais e simplesmente mudar o cardápio.