Comer fora de casa fica 10% mais caro no ano

Segundo IPCA, medido pelo IBGE, refeições subiram 10,13%. A maior alta, de 14,59%, foi no preço do cafezinho e a menor, de 7,23%, no dos doces

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SÃO PAULO – A alimentação fora de casa ficou 10,13% mais cara no ano, superando a alta dos preços dos alimentos e bebidas em geral, que foi de 6,99%, de acordo com os dados do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados nesta quarta- feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Dentro do item alimentação fora do domicílio, as refeições registraram alta acumulada nos 12 meses de 9,81%, mas essa não foi a maior elevação. A alta mais intensa foi a do cafezinho, de 12,23%, e a menos intensa, de 7,23%, foi verificada nos preços dos doces.

Considerando apenas dezembro, o consumidor que se alimenta fora de casa desembolsou 1,26% a mais. O item foi um dos que mais causou impacto no índice geral, que registrou variação de 0,56%. No mês, o destaque ficou com o café da manhã, que pesou 2,11% a mais no bolso. Depois, aparecem o lanche (1,57%) e os doces (1,42%).

No Brasil
De janeiro a dezembro, consumidores de Porto Alegre  e Curitiba foram os que mais sentiram no bolso o aumento de preços ao comer fora de casa, como mostra a tabela abaixo:

Variação do custo da alimentação fora do domicílio
Capital Dezembro Acumulado do ano
Rio de Janeiro 1,39% 9,33%
Porto Alegre 2,31% 14,11%
Belo Horizonte 0,85% 8,66%
Recife 1,65% 13,19%
São Paulo 1,19% 8,81%
Distrito Federal 1,04% 11,06%
Belém 0,38% 6,39%
Fortaleza 0,96% 11,20%
Salvador 1,18% 11,19%
Curitiba 1,24% 13,33%
Goiânia 1,25% 12,55%
Nacional 1,26% 10,13%

Alimentação em casa
No domicílio, o Rio de Janeiro é a capital onde os preços da alimentação no domicílio mais subiram em 12 meses, com alta acumulada de 7,02%, frente à média nacional de 5,33%.

Neste mês, a alimentação feita em casa ficou 1,29% mais cara, com a maior alta em Belém, de 2,14%.