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SÃO PAULO – Passados oito meses do ano, a alimentação fora de casa já está 4,99% mais cara, superando a alta dos preços dos alimentos e bebidas em geral no período, de 3,49%, de acordo com os dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), divulgados nesta quinta-feira (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Dentro do item alimentação fora do domicílio, as refeições registraram alta acumulada no ano de 5,59%. Porém, a maior elevação foi verificada no cafezinho, cujo preço aumentou 6,40% neste ano. O menor aumento foi verificado nos preços do café da manhã, que variaram 2,41% no período.
Já em 12 meses terminados em agosto, o consumidor que se alimenta fora de casa já está desembolsando 7,62% mais que no período anterior. Neste caso, o destaque ficou com a refeição, que pesou 8,53% a mais no bolso, seguida pelo cafezinho, que ficou 8,51% mais caro no período. Depois, aparecem outras bebidas alcoólicas (8,26%) e café da manhã (7,96%).
Considerando apenas agosto, os preços dos itens que compõem o grupo alimentação fora de casa aumentaram 0,45%, sendo que o chope e a cerveja se destacaram, ambos com alta de 0,76%.
No Brasil
No acumulado do ano até agosto, consumidores do Belo Horizonte e Fortaleza foram os mais penalizados pelo aumento de preços ao comer fora de casa. A mesma situação foram verificada no período de 12 meses, como mostra a tabela abaixo:
| Variação do custo da alimentação fora do domicílio | |||
| Capital | Agosto | Acumulado do ano | Acumulado de 12 meses |
| Rio de Janeiro | 0,19% | 5,82% | 8,66% |
| Porto Alegre | 0,62% | 4,31% | 8,18% |
| Belo Horizonte | 0,51% | 6,48% | 9,41% |
| Recife | 0,25% | 2,84% | 9,11% |
| São Paulo | 0,56% | 4,75% | 6,47% |
| Distrito Federal | 0,64% | 5% | 6,15% |
| Belém | 1,01% | 3,14% | 6,14% |
| Fortaleza | 1,30% | 6,15% | 10,78% |
| Salvador | -0,34% | 4,42% | 8,05% |
| Curitiba | 0,79% | 6,09% | 8,08% |
| Goiânia | -0,72% | 3,38% | 5,13% |
| Nacional |
0,45% |
4,99% | 7,62% |
Fonte: IBGE
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Alimentação em casa
No domicílio, Curitiba é a capital onde os preços estão mais elevados, com alta acumulada no ano de 5,14%.
Ainda considerando o índice geral, em 12 meses, a alimentação feita em casa ficou 2,29% mais cara, com destaque para Belém, onde os preços ficaram 4,01% mais altos no período.