Com um resultado que desapontou até a diretoria, Brookfield revê custos

Custos de construção reduziram em R$ 21,4 milhões do lucro da empresa no período; 20% dos projetos já sofreram ajustes

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SÃO PAULO – “Estamos muito despontandos com nossos resultados financeiros”, foi assim que Nicholas Reade, diretor-presidente da Brookfield (BISA3) abriu a telecoferêcia de resultados do primeiro trimestre da companhia, realizada na manhã desta segunda-feira (14).

A Brookfield fechou o primeiro trimestre de 2012 com lucro líquido de R$ 4 milhões, o que representa um recuo de 94% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, segundo a companhia, reflete o decréscimo no lucro bruto, somando ao aumento de despesas gerais e administrativas, compensadas por despesas financeiras mais baixas.

Os distratos (rescisão ou anulação de contrato) foram responsáveis por um impacto negativo de R$ 11,9 milhões no lucro líquido da empresa, mas não preocupam ao diretor, assim como as despesas gerais e administrativas, que impactaram em R$ 27,5 milhões no lucro.

“Nós estamos provocando este distrato” disse Cristiano Machado, diretor financeiro e diretor de relação com investidores. Na sequência, Reade completou. “[Estamos] antecipando o momento de repasse para nos dar mais tempo para fazer a revenda”. O que, de fato, parece ser alvo de ajustes por parte da companhia são os custos de construção, que entraram na fatia de custos adicionais, engolindo R$ 21,4 milhões do lucro da empresa no período.

“Custo de obra é algo que, apesar de sempre termos feitos ajustes, a empresa tomou novas medidas para melhorar estes custos e manter a rentabilidade” reiterou o diretor-presidente da Brookfield. Por sua vez, Machado afirmou que 20% do número de projetos já sofreram essas mudanças, mas ainda faltam os outros 80%, previstos para o segundo trimestre. Por fim, os executivos disseram que a empresa já levantou toda a verba necessária para a rolagem da dívida de R$ 350 milhões prevista para 2012.