Com queda dos combustíveis, custo de vida em SP desacelera em maio

Variação passou de 0,80% em abril para 0,04% no mês passado; preço dos combustíveis apresentou queda de 3,25%

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 0,04% em maio. Um mês antes, em abril, a inflação registrada foi de 0,80%. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (6), fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

No quinto mês do ano, de acordo com o levantamento, o grupo Transporte, com recuo de 1,33%, foi o que mais influenciou a desaceleração da inflação na capital paulista. No período, os combustíveis, com queda de 3,25%, sendo -14,14% para o álcool e -0,36% para o diesel, foi o que mais aliviou o bolso do consumidor.

No acumulado dos últimos 12 meses – entre junho de 2010 e maio de 2011 -, o custo de vida na cidade de São Paulo avançou 7,21%, enquanto que no ano, a alta é de 3,48%

Segmentos
Além do grupo Transportes, o grupo Equipamento Doméstico, com queda de 0,21% nos preços, também contribuiu para o recuo dos preços apontado pelo Dieese. Juntos, os dois grupos contribuíram com -0,23 ponto percentual no cálculo da inflação de maio.

De acordo com o Dieese, dentro do grupo Equipamento Doméstico, a maior queda se deu nos eletrodomésticos (-0,57%) e nos móveis (-0,09%).

No quinto mês do ano, os grupos Saúde (0,66%), Alimentação (0,29%) e Habitação (0,23%) apresentaram inflação mais intensa no período. Nestes casos, as principais pressões vieram, respectivamente, dos itens assistência médica (0,80%), produtos da indústria alimentícia (1,31%) e locação, impostos e condomínio (0,61%).

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Destaques em 12 meses
Em 12 meses, os destaques ficaram com Transportes (11,33%), Alimentação (9,50%) e Despesas Pessoais (7,62%). As taxas semelhantes ao índice geral foram observadas nos grupos Habitação (6,49%) e Educação e Leitura (5,84%).

Já as variações abaixo da média geral ou mesmo negativas ocorreram nos grupos Saúde (3,54%), Vestuário (2%),Recreação (1,50%) e Equipamentos Domésticos (-1,88%).

No ano, destacam-se os grupos Transportes (8,37%) e Educação e Leitura (5,42%).