Publicidade
SÃO PAULO – Ir ao salão de beleza e a uma perfumaria está cada vez mais caro. Mas os preços podem cair nos próximos meses. Dados divulgados na sexta-feira (20) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que a inflação dos grupos de consumo higiene pessoal e serviços pessoais, que envolvem produtos e serviços do setor de beleza, alcançou 1,21% e 4,93% no acumulado deste ano até maio.
As altas parecem pequenas, principalmente no primeiro caso, mas impactam no bolso do consumidor, principalmente os de baixa renda. O especialista em finanças do Moneyfit, André Massaro, explica que, com o aumento da inadimplência, a renda começa a ficar mais apertada e itens como cabeleireiro, manicure e pedicure ficam em segundo plano. “Nesse cenário, esse tipo de produto e serviço é forte candidato a ser cortado do orçamento”, afirma.
Consumo
Aliado a esse aumento do endividamento, as regras do Banco Central que elevaram os juros e encareceram o crédito também contribuem para o cenário. Isso porque, conforme explica o economista sênior da Franklin Templeton, Carlos Thadeu de Freitas Gomes Filho, quem tem financiamento pagará uma conta maior no fim do mês, e as sobras diminuem.
Com isso, na avaliação do economista, a tendência é de que nos próximos meses a demanda por serviços de beleza caia, uma vez que, no ano passado, quando houve melhora da renda da população, as classes emergentes consumiram muito. “Eles já estão endividados. Mas a ideia é que o consumo caia daqui para frente”, diz.
Altas e baixas
De acordo com a inflação oficial medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), no grupo serviços pessoais, os itens manicure e pedicure, barbeiro e cabeleireiro foram os que mais contribuíram para o aumento de preços do grupo, com altas de 5,73%, 4,89% e 4,51%, nesta ordem, considerando o acumulado do ano.
Em 12 meses, as altas foram mais fortes, ficando em 10,82%, no caso dos serviços de manicure e pedicure, 9,07%, no caso do barbeiro, e em 8,75%, no caso do cabeleireiro.
Continua depois da publicidade
Considerando o grupo higiene pessoal, que engloba itens básicos como sabonete e papel higiênico e também maquiagens, produtos para pele e cabelo, os especialistas ressaltam que aos aumentos não impactam tanto na inflação geral. Nos últimos 12 meses, o grupo registrou alta de 3,69%.