Com mais facilidades, vendas de carros e eletroeletrônicos sobem. Veja os juros

Para a compra do veículo, segundo a Serasa, a taxa mensal varia de 0,7% a 2%: quanto maior o prazo, mais se gasta

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SÃO PAULO – Com maior facilidade de pagamento, resultante do alongamento nos prazos e financiamentos, o brasileiro pôde comprar mais eletroeletrônicos e veículos neste ano. Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (20) pela Serasa mostrou que as vendas do comércio especializado, representado por esses e outros produtos, cresceram 12,5% entre janeiro e julho, tomando como base o mesmo período do ano passado.

Por outro lado, pesquisa divulgada na semana passada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostrou que, apesar do juro médio ao consumidor ter atingido 7,28% ao mês – a menor taxa histórica -, ainda é considerado elevado. Veja como estão as cobranças em cada modalidade.

Para compra de carro

O levantamento da Anefac mostrou que, em julho passado, o prazo médio de financiamento para compra do carro era de 35 meses, ante um teto de 72 meses. Contudo, o cenário já começa a mudar: existem concessionárias que já passam a oferecer 84 meses para pagamento.

Conforme a Serasa, atualmente, a taxa de juro do financiamento de veículos varia de 0,7% até 2% ao mês. Dessa maneira, quanto maior for o prazo que a pessoa leva para pagar a dívida, maior será o gasto. No caso do carro, o pagamento em 84 meses faz com que o valor proposto dobre.

No crediário de loja

A compra de eletroeletrônicos é mais facilitada por meio do crediário de lojas. Em julho, o juro médio mensal era de 5,99%, o que gera uma taxa anualizada superior a 100%. É importante lembrar que a incidência da alíquota varia de Estado para Estado. O estudo mostrou que a maior está no Rio Grande do Sul, com 6,28% ao mês, enquanto que a menor fica em São Paulo: 5,48%.

Comércios especializados apenas em produtos eletroeletrônicos, por sua vez, possuem juros médios de 5,56%.

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Maior poder aquisitivo

Por meio de nota, os técnicos da Serasa afirmam que, além da evolução do crédito, a redução das taxas de juros, a baixa inflação – que se traduz em aumento de poder aquisitivo para as classes de menor renda – e a melhora da renda e do emprego auxiliam no aquecimento do mercado.