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SÃO PAULO – Os recentes encarecimentos do leite não vão influenciar, na mesma proporção, no preço cobrado pelo queijo. Enquanto a caixa da bebida tipo longa vida acumula alta de 30% no preço, sobre o mesmo período do ano passado, o seu derivado está, no máximo, pesando 10% a mais no bolso do consumidor.
“Queijos e outros laticínios não têm um repasse igual ao do próprio leite porque têm, em sua composição, outros produtos”, explicou o vice-presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq), Cícero de Alencar Hegg. Em outras palavras, o maior valor cobrado pela matéria-prima é diluído durante a fabricação desses alimentos.
Longa vida
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) referente aos sete dias encerrados em 07 de junho, divulgado na última segunda-feira (11) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que a caixa da bebida tipo longa vida ficou 10,02% mais cara, após ter seu preço aumentado, na média Brasil, em 8,29% no período anterior.
“O que aconteceu esse ano foi que bem durante o período de entressafra (menos chuvas e, por conseqüência, menos pastagem para o gado, entre março e setembro) houve uma falta mundial de leite”, explicou o coordenador do índice, André Braz. Assim, as exportações foram maiores do que o previsto.
Exportações x importações
Para se ter uma idéia, de acordo com a Associação Brasileira do Leite Longa Vida (ABLV), no ano passado, foram vendidos 528 milhões de litros ao mercado internacional. Neste ano, estima-se que esse total chegue a 800 milhões.
Fazendo um adendo, Hegg explicou que, durante esses meses de menor produção, existe um aumento nas importações, como forma de suprir a demanda – tarefa que se tornou mais difícil, por conta da escassez do produto no mercado internacional.
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Tendência
Na avaliação de Hegg, o preço do queijo não deve mais apresentar alterações. Segundo o vice-presidente da Abiq, a estimativa é que a indústria leiteira otimize a produção, alimentando as vacas com ração. “Quem não dava esse tipo de alimento dará como forma de complementação”, explicou.
Além disso, ele prevê que o período de estiagem chegue ao fim nos Estados do Sul. “A entressafra varia, conforme a região do País”, adicionou.
Quanto custa?
Só para se ter uma idéia, o preço cobrado pelo quilo do queijo, na cidade de São Paulo, varia de acordo com o estabelecimento no qual ele é vendido. As cobranças são as seguintes:
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- Fresco (Minas): de R$ 9 a R$ 15
- Prato/mussarela, em fatias: de R$ 15 a R$ 20
- Parmesão: de R$ 15 a R$ 40 (variando de acordo com a maturação)