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SÃO PAULO – Com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) em manter a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 11,25% ao ano, o Brasil continua no segundo lugar da lista de países com o maior juro real do mundo*. Nos últimos 12 meses, essa proporção foi de 6,8%, ante 8,3% da Turquia, que encabeça a lista.
A análise é da consultoria econômica Uptrend. No que diz respeito à inflação projetada para os próximos 12 meses, o País manterá sua posição no ranking, com taxa de 6,6%, novamente atrás da Turquia, com 7%.
Maiores e menores
Em algumas nações o juro real chega a ser negativo. A Venezuela possui a “maior” taxa nesse caso, com -3,6% registrados nos últimos 12 meses. República Tcheca e Chile vêm na sequência. Veja, na tabela abaixo, as maiores e as menores taxas:
| Taxa de juro real | |||
| Colocação | País | Colocação | País |
| 1ª | Turquia (8,3%) |
40ª | Venezuela (-3,6%) |
| 2ª | Brasil (6,8%) |
39ª | República Tcheca (-2,4%) |
| 3ª | Austrália (4,6%) |
38ª | Chile (-2,1%) |
| 4ª | México (3,7%) |
37ª | Cingapura (-1,6%) |
Fonte: Uptrend
Seqüência harmoniosa
Entre setembro de 2005 e o mesmo mês do ano passado, houve uma harmoniosa seqüência de cortes na Selic, que somaram 8,5 pontos percentuais no período.
Em outubro, o Copom – preocupado com a inflação – decidiu interromper a seqüência e optou pelo congelamento da Selic. Nas reuniões de dezembro e janeiro, a decisão foi a mesma.
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O consumidor, por outro lado, não sentiu barateamento do crédito na mesma proporção. Conforme a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças), entre setembro de 2005 e dezembro de 2007, a taxa média ao consumidor caiu de 7,61% para 7,18% – o que representa uma redução de 0,43 ponto percentual.
*A Selic menos a inflação do período