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SÃO PAULO – Com um custo médio de R$ 13, a contratação de planos odontológicos será um dos setores que mais crescerá em 2008, conforme estudo divulgado neste mês pela ANS (Agência Nacional de Saúde). A expectativa é que a carteira segurada cresça 21,4%, ultrapassando a marca de dez milhões de pessoas.
A odontologia de grupo será responsável pelo atendimento a 64,3% do total de beneficiários, ou 5,485 milhões de brasileiros. O restante, em torno de 35,7%, estará vinculado aos demais segmentos, como cooperativas odontológicas e médicas.
Descobrimento
Esse aumento segue a tendência dos últimos seis anos, quando as empresas “descobriram” os planos odontológicos. Desde 1964 – fundação da primeira companhia a comercializar os convênios – até o final de 2001, o número de beneficiários era de pouco mais de 3,2 milhões. Houve um aumento de 165%, chegando aos atuais 8,6 milhões de beneficiários.
O Inpao Dental sentiu esse avanço. Desde 2002, a empresa cresce 30% ao ano. “Este ano foi ainda melhor, devemos encerrar 2007 com um crescimento superior a 40%, um dos mais altos do mercado”, explicou Cláudio Aboud, diretor da empresa.
Preços
De 2003 a 2006, o preço médio dos planos odontológicos ficaram 30,38% mais caros, de R$ 9,94 para R$ 12,96, com o índice de utilização passando de 46,8% para 53,9% (alta de 7,1 pontos percentuais).
O dado consta no “Caderno de Informação da Saúde Suplementar – junho de 2007”, divulgado pela ANS. O mesmo documento mostrou que, durante esse período, os convênios médicos encareceram em 41,54%, passando de R$ 73,96 para R$ 104,68. Por outro lado, a utilização dos serviços hospitalares não cresceu na mesma proporção, com o índice passando de 79,8% para 81,3% – uma diferença de 1,5 ponto percentual.