Com crise, prazo máximo de financiamento de veículos cai em janeiro ao nível de 2006

O medo dos bancos em liberar o crédito ao consumidor fez com que os prazos encurtassem, segundo economista da Anefac

Camila F. de Mendonça

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SÃO PAULO – Quem quiser um tempo maior para pagar um carro pode esperar um pouco mais. Isso porque, em janeiro, os prazos máximos de financiamento para veículos caíram para 60 meses. A queda reflete a retração de crédito ao consumidor, quando a crise mostrou seus efeitos por aqui.

Desde 2006, os prazos de financiamento, tanto de carros como de imóveis, vinham crescendo. No entanto, a partir de setembro do ano passado, com “a preocupação dos bancos em liberar o crédito, houve um encurtamento dos prazos”, explica o conselheiro administrativo e assessor econômico da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Com isso, os prazos máximos de financiamento de veículos que, em janeiro de 2007, apontavam 72 meses e chegaram a 84 meses, no mesmo mês do ano passado, voltaram ao nível de 2006, quando foi registrado um prazo máximo de também 60 meses.

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O pior já passou

O economista prevê que, “a princípio”, esses prazos vão se manter nesse nível, mas estima um aumento ainda este ano. “Os prazos não vão cair mais. Já caíram o que tinham que cair”, afirma.

Segundo ele, “o pior já ficou para trás” e o crédito vai ser retomado “aos poucos”. O economista espera que “no curto prazo” a economia vai melhorar e isso vai se refletir nos prazos de financiamento, que terão aumento já a partir do segundo semestre.