Com crise, 80% dos consumidores das classes A e B preferem preço à marca

Os consumidores mais abastados estão prontos a trocar marca por preços baixos; no entanto, qualidade deve ser similar

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SÃO PAULO – Em tempos de crise, até os consumidores mais abastados estão de olho nos preços. Tanto é que 80% dos consumidores das classes A e B estão prontos a trocar a fidelidade de marcas e lojas por preços mais em conta, desde que a qualidade dos produtos seja similar.

A constatação é da Pesquisa Social Odes 2009 – “Consumo em Tempos de crise”, do Observatório de Sinais. Segundo o levantamento, a crise fez com que 79% dos entrevistados pesquisem mais antes de comprar.

Apesar de prestar mais atenção nos preços, essa parcela da população ainda relaciona a satisfação pessoal com o consumo. Para 76% dos consumidores entrevistados, existe uma correlação entre essas duas esferas.

Preço e procedência

Ainda segundo o levantamento, além do preço, os consumidores buscam saber a origem do que estão comprando. Para 33% dos pesquisados, a procedência do produto chega a ser fator determinante para a compra. Outros 28% consideram o modo de fabricação como determinante na hora de levar o produto para casa.

Mulheres são as mais insatisfeitas

A pesquisa também revelou que 23% dos entrevistados estão totalmente satisfeitos com sua vida, ao passo que 66% estão parcialmente satisfeitos. Entre as mulheres com idade entre 35 e 49 anos, no entanto, o índice de satisfação alcança apenas 20%.

Outro ponto levantado pelo Observatório é com relação à “ética capitalista”, diante da qual 49% concordaram que o acúmulo de bens e mercadorias não prejudica ninguém.

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Entre os entrevistados, 16% afirmaram que “não sendo contra lei, vale tudo para ganhar dinheiro”.

Sobre a pesquisa

O levantamento Odes 2009 reflete os sinais socioculturais e comportamentais dos consumidores e foi realizada entre fevereiro e março deste ano. Foram entrevistados 614 consumidores das classes A e B, com formação superior e economicamente ativos.

Dentre eles, 100 foram entrevistados em profundidade. Entre os outros 514 pesquisados, ouvidos por telefone, 54% são mulheres e os outros 46%, homens. A maior parte desses (75%) residem nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.