Com anúncio da nova tarifa do ônibus em SP, passageiros já começam a fazer contas

Com a tarifa de R$ 3, o paulistano passa a gastar R$ 6 por dia ou R$ 132 por mês, considerando apenas duas viagens

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SÃO PAULO – Após o anúncio do aumento da passagem de ônibus, que passou de R$ 2,70 para R$ 3, pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), os passageiros do município começaram a fazer as contas.

A aposentada Laurinda Augusta, de 57 anos, já põe no papel o saldo da mudança no preço, programada para acontecer no dia 5 de janeiro do próximo ano.

“Esse reajuste vai pesar muito no meu bolso, afinal, R$ 6 reais por dia, no mínimo, não é pouca coisa. Para mim, R$ 2,70 já era bem salgado”, afirma Laurinda.

O receio da aposentada não é em vão. Com a tarifa de R$ 3, o paulistano passa a gastar R$ 6 por dia ou R$ 132 por mês, considerando apenas duas viagens. O ajuste em torno da passagem é de 11,11%.

Levando-se em conta o novo salário mínimo, estabelecido em R$ 540, o passageiro irá destinar ao transporte, pelo menos, 24,44% de sua renda mensal. 

Contraponto
Pela passagem atual, que custa R$ 2,70, um passageiro com renda mensal de R$ 510 gasta, diariamente, R$ 5,40 com ônibus. Por mês, esse mesmo consumidor arca com R$ 118,80. Esse valor representa 23,3% da renda.

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“Vou ter de repensar meus caminhos e minhas saídas, alguns trajetos terei de fazer a pé. Sei que, no começo do ano, terei de colocar no papel os percursos e reorganizar a minha agenda”, diz Laurinda.

A aposentada, acostumada a pegar quatro conduções por dia, também não descarta a possibilidade de fazer alguns ajustes no bolso, cortando algum gasto para aliviar na despesa da passagem.

Melhorias 
De acordo com a Secretaria de Transportes, com o aumento será possível promover uma série de benefícios aos usuários do transporte público, como renovação de 65% da frota de ônibus, com a substituição de 9.500 ônibus por novos, mais confortáveis, seguros e maiores, gerando uma maior oferta de lugares.

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Em todo o caso, o passageiro que pretende recarregar o bilhete único com o preço da tarifa antiga, de R$ 2,70, tem até o dia 4 de janeiro para fazê-lo. O limite de carga para o bilhete é de R$ 200.

O último reajuste efetuado pela prefeitura foi em janeiro de 2010, quando o preço da passagem ainda estava fixado em R$ 2,30. Na ocasião, houve um aumento de R$ 0,40, o que representou um reajuste de mais de 17% em vigor atualmente.