Com alta do dólar, é melhor esperar para fechar pacotes de turismo internacional

Para diretor comercial da Braztoa, variação cambial preocupa, mas estabilidade deve vir nas próximas semanas

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SÃO PAULO – Fechar pacotes de viagens internacionais nos próximos dias pode não ser uma boa idéia. A valorização do dólar frente à moeda brasileira tem preocupado tanto consumidores quanto setores ligados ao turismo. Por enquanto, segundo Cleiton Feijó, Diretor Comercial da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), o melhor é esperar uma maior estabilidade do câmbio.

“A oscilação do câmbio preocupa mais que a própria alta do dólar. Isso porque, além de pagar mais caro caso o dólar valorize mais, o consumidor não sabe quanto vai ter de custo durante a viagem, com jantares, compras, dentre outros gastos”, explica Feijó.

Portanto, para ele, o melhor seria esperar por uma maior estabilidade, “a qual deve chegar nas próximas semanas”, estima. Para o diretor comercial da Braztoa, a cotação do dólar deve ficar estável dentro de uma margem que ele considera boa: de R$ 1,90 a R$ 2,00.

Viagens continuam

No final da última semana, informa Feijó, houve uma retração do mercado, com redução significativa na procura por pacotes internacionais, entretanto, não houve cancelamentos dos pacotes já comprados.

Mesmo diante de uma valorização da moeda americana, Feijó acredita que as pessoas não devem deixar de viajar. “Para isso, porém, é importante que as operadoras ofereçam boas condições de pagamento, facilitando através de financiamentos”, avalia.

Turismo nacional

Na próxima semana, a previsão da Braztoa é de que a procura por pacotes de turismo nacional aumentem, em detrimento do internacional, como principal conseqüência do ganho de valor do dólar.

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A opção de viajar pelo país como alternativa nos tempos de crise foi enfatizada pelo ministro do Turismo, Luiz Barreto. Na semana passada, em entrevista ao Bom Dia Ministro, da EBC Serviços, ele ressaltou que mais de 25 milhões de brasileiros conseguiram entrar no mercado de consumo, sendo que “muitos ainda não conhecem o Brasil”.