Com alta de 10,39% alimentos foram os que mais impactaram IPCA em 2010

Grupo respondeu por 40% do índice que, por sua vez, encerrou 2010 com acréscimo de 5,91% nos preços

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SÃO PAULO – O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) encerrou o ano de 2010 com taxa de 5,91% . O valor é 1,60 ponto percentual acima do registrado no ano anterior (4,31%). Segundo divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nesta sexta-feira (7), com este resultado, o IPCA volta a atingir os níveis de 2008, quando havia ficado em 5,90%.

O grupo Alimentos foi o principal responsável pela inflação em 2010, ficando em 10,39%. A contribuição do grupo para a inflação apurada no ano passado foi de 2,34 pontos percentuais, o que corresponde a 40% do IPCA.

Dentre os itens que mais impactaram o resultado, ou seja, os que mais encareceram em 2010,  estão feijões, com preços 51,49% mais altos, e as carnes, com alta de 29,64%. Com os alimentos custando mais, as refeições fora de casa em 2010 ficaram 10,62% mais caras em relação a 2009.

Em dezembro, o IPCA registrou desaceleração frente a novembro, ficando em 0,63%, contra 0,83%, respectivamente. Em dezembro de 2009, o índice registrado foi de 0,37%.

Outros grupos
Na passagem de 2009 para 2010, os produtos não alimentícios ficaram 4,61% mais caros. As principais influências vieram dos itens empregados domésticos, alta de 11,82%; e outros serviços como cabeleireiros (8,16%).

Assim como os alimentos, os grupos Vestuário (de 6,11% para 7,52%), Educação (de 6,13% para 6,22%), Artigos de residência (de 3,04% para 3,53%%) e Transportes (de 2,36% para 2,41%) tiveram inflações maiores do que as registradas em 2009. Os grupos Despesas Pessoais (de 8,03% para 7,37%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 5,35% para 5,07%), Habitação (de 5,67% para 5%) e Comunicação (de 1,08% para 0,88%), por outro lado, desaceleraram no período.

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Regiões
Entre os índices regionais, Belém apresentou a taxa mais alta de 2010, ficando com inflação de 6,86%; as variações da energia elétrica (17,58%) e dos alimentos (10,38%) foram as que mais impactaram os preços na cidade.

Já a menor taxa foi verificada no Recife (4,63%). São Paulo e Rio de Janeiro terminaram o ano com preços 5,79% e 6,41% mais caros, nesta ordem.