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SÃO PAULO – A cesta básica paulistana pesou 2,68% a mais no bolso dos consumidores no quinto mês do ano, somando R$ 233,92. O valor fechado para o conjunto de produtos comprados na cidade só não foi mais caro que o registrado em Porto Alegre.
Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgados nesta segunda-feira (2) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos).
Comprometimento da renda
O custo médio da cesta básica tomou 61,27% do salário mínimo líquido do trabalhador, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social.
De acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 124 horas para adquirir todos os produtos essenciais.
Altas
Dentre os 13 itens pesquisados em São Paulo, apenas o feijão carioquinha teve redução em março, de 10,31%. Outros três produtos registraram estabilidade: café em pó, açúcar refinado e manteiga.
Os outros nove itens subiram: arroz agulhinha tipo 2 (21,25%), farinha de trigo (10,63%), tomate (10,57%), batata (10,37%), pão francês (5,68%), banana nanica (2,17%), leite in natura tipo C (1,67%), carne bovina de primeira (1,93%) e óleo de soja (0,31%).