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Cogna teve incrível alta de 100% no ano; mas o que a análise revela a partir de agora

Com cinco semanas seguidas de alta, ações da Cogna chamam atenção do mercado

Rodrigo Paz

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As ações da Cogna (COGN3) têm se destacado no Ibovespa neste início de 2025, acumulando uma impressionante valorização de 100% no ano. O movimento ocorre após um longo ciclo de baixa que se estendeu por todo o ano passado, quando o papel recuou 68,77%, encerrando 2024 cotado a R$ 1,09.

O ativo chegou a testar o suporte de R$ 0,98 no final do ano, região onde houve uma forte entrada de fluxo comprador, impulsionando a reversão da tendência. Desde então, a Cogna tem sustentado uma trajetória de recuperação consistente, fechando a última sessão com alta de 4,31%, a R$ 2,18. Se mantiver o ritmo, pode completar sua quinta semana consecutiva de valorização, reforçando o viés positivo.

Apesar do cenário otimista, alguns indicadores técnicos já apontam para um nível elevado de sobrecompra, o que exige atenção a possíveis correções no curto prazo.

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Para entender até onde o preço das ações da Cogna pode ir, confira a análise técnica completa e os principais pontos de suporte e resistência.

Análise técnica da Cogna

A análise do gráfico semanal mostra que COGN3 segue em forte tendência de alta, negociando acima das médias móveis, que continuam inclinadas para cima, sustentando o movimento positivo. Desde a mínima recente em R$ 0,98, o ativo já dobrou de valor, reforçando o apetite comprador no papel.

No entanto, o afastamento das médias móveis e o Índice de Força Relativa (IFR) em 72,93 indicam uma condição de sobrecompra. Embora o ativo ainda não tenha apresentado sinais claros de reversão, o mercado deve monitorar os próximos movimentos com cautela.

Para manter a trajetória ascendente, será fundamental que o papel supere a máxima da semana em R$ 2,22. Caso rompa essa resistência, os próximos alvos estão na média de 200 períodos em R$ 2,43, seguidos pelas resistências em R$ 2,89 e R$ 3,56. No cenário mais otimista, COGN3 pode buscar patamares ainda mais elevados, como R$ 4,00 e R$ 4,40.

Se houver realização de lucros, o primeiro suporte relevante está em R$ 1,97. Abaixo desse patamar, o próximo ponto de atenção será a média de 9 períodos em R$ 1,81, com suporte adicional nas médias de 21 períodos, na faixa dos R$ 1,47, e na região de R$ 1,22. Caso o fluxo vendedor se intensifique, os alvos mais longos estão em R$ 1,03 e R$ 0,98, onde ocorreu a última reversão significativa.

Fonte: RocketTrader. Gráfico semanal. Elaboração: Rodrigo Paz

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Análise de curto prazo

No gráfico diário, a estrutura técnica de COGN3 segue positiva, com topos e fundos ascendentes e a cotação acima das principais médias móveis. A última sessão reforçou esse cenário, com alta de 4,31%, levando o papel para R$ 2,18. O IFR diário está em 72,80, em região de sobrecompra, o que pode indicar algum nível de exaustão da tendência de curto prazo.

Para dar sequência ao movimento de alta, a ação precisa superar a região de resistência entre R$ 2,22 e R$ 2,38. Se esse patamar for rompido, o ativo pode ganhar novo impulso para buscar os próximos alvos em R$ 2,55 e R$ 2,89, com potencial para testar as resistências de R$ 3,13 e R$ 3,40 em um cenário mais otimista.

Caso o papel inicie um movimento de correção, os primeiros suportes estão nas médias de 9 e 21 períodos, situadas em R$ 2,05 e R$ 1,87, respectivamente. A perda dessas regiões poderia intensificar o movimento de baixa, levando COGN3 a testar a média de 200 períodos em R$ 1,48. Se essa faixa também for rompida, os suportes seguintes estão em R$ 1,35, R$ 1,22 e R$ 1,12, níveis que poderiam limitar quedas mais expressivas.

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Com o papel operando em forte alta no ano, a expectativa é de que a tendência altista continue prevalecendo, mas o mercado já observa de perto os níveis de suporte e resistência para definir os próximos passos da Cogna na bolsa.

Fonte: RocketTrader. Gráfico diário. Elaboração: Rodrigo Paz

Suportes e resistências da COGN3

Suportes:

  1. R$ 2,05 – R$ 1,87 → Região das médias móveis de 9 e 21 períodos; primeiro suporte relevante.
  2. R$ 1,81 → Média de 9 períodos no gráfico semanal; perda desse nível pode enfraquecer a alta.
  3. R$ 1,47 → Média de 21 períodos no gráfico semanal; suporte crítico.
  4. R$ 1,35 → Região intermediária antes de suportes mais fortes.
  5. R$ 1,22 → Suporte mais relevante antes de mínimas anteriores.
  6. R$ 1,12 → Último suporte antes de níveis mais baixos.
  7. R$ 1,03 – R$ 0,98 → Região onde ocorreu a última grande reversão; suporte-chave de longo prazo.

Resistências:

  1. R$ 2,22 → Máxima da semana atual; rompimento pode dar continuidade à tendência.
  2. R$ 2,38 → Região crítica para o curto prazo; acima desse nível, pode ganhar força compradora.
  3. R$ 2,55 → Próximo alvo em caso de rompimento das resistências anteriores.
  4. R$ 2,89 → Resistência intermediária importante.
  5. R$ 3,13 → Teste psicológico antes da faixa de R$ 3,40.
  6. R$ 3,40 → Última barreira antes da forte resistência de R$ 3,56.
  7. R$ 3,56 → Principal resistência de longo prazo, onde a ação iniciou o movimento de baixa.
  8. R$ 4,00 – R$ 4,40 → Alvos mais longos caso o papel sustente a tendência de alta.

(Rodrigo Paz é analista técnico)

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