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SÃO PAULO – A “MP do Bem”, que concedeu em 2005 isenção de PIS e Cofins aos fabricantes de destktops (computadores de mesa) com valor de até R$ 2.500 e laptops de até R$ 3 mil, fez com que mais brasileiros das classes D e E comprassem mais pela internet no ano passado. A afirmação foi feita nesta quinta-feira (19) pelo professor Claudio Felisone Angelo, coordenador geral do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), na Universidade de São Paulo.
Conforme o docente, dados do setor mostram que naquele ano a participação dessa faixa de renda no e-commerce era de 5% do total. Já no passado, esse número aumentou para 8%. E com a ampliação da liberação do recolhimento dos impostos para modelos de até R$ 4 mil, anunciada em janeiro durante apresentação do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o crescimento deve ser maior.
Intenção
“O segmento de informática tem 10% das intenções da consumo para o segundo trimestre deste ano. Ele perde apenas para ode móveis (10,8%)”, adicionou.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Eletro Eletrônica (Abinee), cerca de 11 milhões de unidades devem ser vendidas este ano, o que representa uma alta de 20% frente aos cerca de 9 milhões comercializados no ano passado.
Popularização e barateamento
Angelo explicou que, no ano passado, equipamentos do tipo foram mais popularizados, passando a ser vendidos até em supermercados. “Além disso, houve um alongamento do prazo, o que fez com que os consumidores de baixa renda pudessem arcar com as parcelas”, explicou.
Vale lembrar que, com a isenção de impostos, o setor estima que os equipamentos cheguem com preço 10% menor às prateleiras.
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Gastando menos
Para este trimestre, a expetativa dos consumidores é de gastar menos com a compra, tanto na comparação com o período imediatamente anterior quanto em relação a abril, maio e junho de 2006. De acordo com o Provar, os valores estimados pelos entrevistados são de, respectivamente, R$ 1.529; R$ 1.908,11; e R$ 1,915,52.
Com isso houve queda de 25,3% na comparação segundo trimestre 2007 x segundo trimestre de 2006 e de 19,87% tomando como base no primeiro trimestre de 2007.