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SÃO PAULO – Em seu relatório de estratégia para o mercado latino-americano, divulgado na última segunda-feira (25), a equipe do Citigroup manteve a recomendação “overweight” (exposição acima da média do portfólio) para as ações do mercado brasileiro e chileno, sustentando também a recomendação “neutra” para o México.
Apesar do otimismo com o desempenho da economia global para este ano, em particular com os mercados emergentes, os analistas pedem muita atenção para o investidor em relação ao movimento dos bancos centrais na questão da retirada dos estímulos monetários.
Segundo a equipe, o pullback de 9% verificado recentemente nos mercados latino-americanos, em função das restrições de crédito na China, será recorrente ao longo deste ano, diante da expectativa do aumento da taxa básica de juro por parte dos bancos centrais mundiais, com especial atenção ao Federal Reserve.
Foco no setor de construção
Os analistas iniciaram a cobertura de sete papéis do setor de construção civil na América Latina, com preferência aos papéis brasileiros em relação aos ativos mexicanos. Na visão da equipe, as empresas com maior exposição ao setor de média e baixa renda terão um melhor desempenho neste ano.
De acordo com o banco, este segmento será diretamente beneficiado pelas políticas públicas de financiamento, e, consequentemente, estarão expostos a menores variações das taxas de juros, tendo em vista o tipo de empréstimo concedido pelo governo.
Além das empresas do setor de construção, no Brasil, o Citigroup iniciou a cobertura dos papéis ordinários da Energias do Brasil (ENBR3) com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 42,95, o que garante um potencial de valorização de 19,4% frente ao fechamento de sexta-feira (22).
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Ainda focados nas ações brasileiras, os analistas incluíram as ações ordinárias da MRV Engenharia (MRVE3) e os papéis ordinários da Souza Cruz (CRUZ3) na lista de recomendação do banco.