Citi eleva recomendação de Santander e Itaú BBA prefere Usiminas no setor; veja mais

Já Credit Suisse reiterou recomendação outperform para Itaúsa e a prefere frente ao Itaú Unibanco; Citi também revê projeções para BB Seguridade

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SÃO PAULO – Diversas casas de análise revisaram as suas estimativas para grandes companhias, tanto do setor bancário, quanto de mineração e agrícola. Em destaque, o Credit Suisse reiterou a recomendação para as ações da Itaúsa (ITSA4) em outperform (desempenho acima da média do mercado), destacando as perspectivas bastante positivas para o Itaú Unibanco (ITUB4). Os analistas reduziram o preço-alvo dos papéis ITSA4 de R$ 11,91 para R$ 11,00; já os papéis ITUB4 tiveram, em 20 de setembro, redução de preço-alvo de R$ 40,00 para R$ 38,00.

A recomendação outperform se dá em meio às perspectivas convincentes de lucros robustos para o banco. Por outro lado, os analistas reduziram a previsão de lucro para o Itaú Unibanco, mas avaliam que a perspectiva segue promissora, reiterando o banco como top pick do setor da América Latina, seguindo a melhora na qualidade dos ativos, o controle dos custos e o efeito positivo das taxas de juros mais elevadas. Porém, o crescimento mais lento do crédito deve representar um pedágio significativo frente à NII (receita líquida de juros). 

Neste sentido, os analistas preferem as ações da Itaúsa em relação ao Itaú Unibanco, vendo menor potencial de desconto para os ativos. 

Citi eleva recomendação e preço-alvo do Santander
O Citi Research elevou a recomendação e o preço-alvo para as units do Santander (SANB11), após a instituição financeira anunciar um novo plano de otimização do capital regulatório do banco.

A equipe de análise elevou a recomendação dos ativos para neutra ante vender, elevando o preço-alvo de R$ 10,50 para R$ 13,90. Revisando o modelo de resultados para o Santander de modo a refletir o pagamento de dividendos especiais a ser feito e a emissão de instrumentos dívida para compor os capitais de Nível I e de Nível II. 

O Citi revisou ainda o modelo para a BB Seguridade (BBSE3), mantendo a projeção de lucro por ação e a recomendação neutra; enquanto isso, o preço-alvo de R$ 19,10 para R$ 22,70.

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De acordo com os analistas, a empresa é uma ótima tese de crescimento, com o crescimento acelerado do lucro por ação sendo resultado direto do nível baixo de penetração dos seguros no Brasil, da posição dominante da empresa e da base de clientes carente desses serviços.

“Nossas principais premissas operacionais continuam em geral inalteradas, mas enfatizamos que as projeções de receita por subsidiária para 2013 estão na metade inferior da faixa de variação do guidance da diretoria”, apontam os analistas. Por outro lado, ressaltam, a valoração está muito cara. 

Itaú BBA revisa setor de siderurgia 
Avaliando que o setor deve provavelmente se beneficiar de um cenário de desvalorização e de volatilidade adicional da moeda local, os analistas do banco Itaú BBA fizeram uma análise acerca das expectativas para o setor siderúrgico. 

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Conforme apontam os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro, a perspectiva segue negativa em relação à indústria siderúrgica global, em termos estruturais. Isso tendo em vista: que é improvável que o seu excesso de capacidade de 500 milhões de toneladas seja absorvido nos próximos três a quatro anos. Além disso, cerca de 60% da oferta mundial, apontam os analistas, está na mão de companhias estatais, nas quais o lucro não representa o único foco. 

“Apesar do panorama não promissor para os preços globais, alguns players locais do segmento siderúrgico podem se beneficiar da desvalorização e da volatilidade do real, o que reduz os volumes e a competitividade das importações. Caso o dólar ultrapasse os R$ 2,30, acreditamos que haverá espaço para aumentos adicionais nos preços domésticos no início de 2014, assumindo preços globais do aço estáveis”, afirmam os analistas. 

Neste cenário, a Usiminas (USIM3;USIM5) segue como uma aposta no câmbio e nos esforços de corte de custos, sendo a preferida dos analistas no setor, com recomendação outperform (desempenho acima da média do mercado) e preço-alvo de R$ 13,00. Os analistas avaliam que a companhia é a que mais se beneficia dos preços domésticos mais elevados do aço, uma vez que estes vêm de uma base bastante baixa.

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Além disso, os analistas têm expectativa de observar custos e despesas controladas, levando a melhores resultados sequenciais. Assumpção e Pinheiro apontam ainda para o fato da companhia possui baixo nível de alavancagem; fortes resultados no terceiro trimestre e a notícia de aumento de preços de aço podem representar catalisadores para os papéis, apontam os analistas.

Já no caso da Gerdau (GGBR4), os analistas acreditam na possibilidade de valorização na operação brasileira, porém com margens comprimidas nos Estados Unidos; a recomendação para os ativos é marketperform (desempenho em linha com a média do mercado), com preço-alvo de R$ 20,00.

“Gostamos da operação brasileira de Gerdau, tendo em vista a margem Ebitda (Ebitda/receita líquida) maior com os preços maiores e descontos menores.  Enquanto isso, a demanda de aço longo pode aumentar 5% em 2014, com um sólido desempenho dos segmentos de construção comercial e infraestrutura. Por outro lado, as margens da operação nos EUA devem continuar pressionadas em 5% em função da maior concorrência.

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Magnesita tem valor , enquanto CSN está com menor risco de alavancagem
Enquanto isso, a Magnesita (MAGG3) é vista como uma empresa de valor, mas principalmente no prazo mais longo, o que leva à recomendação market perform, com preço-alvo de R$ 9,00. O real mais fraco ajudando as exportações, o crescimento do volume devido à limitação de novos mercados e investimentos acretivos em mineração – o projeto de grafita adiciona R$ 1,0 por ação ao nosso modelo são fatores levados em conta positivamente. Além disso, a Magnesita é negociada a múltiplos razoáveis porém, a baixa liquidez da companhia é encarada como uma restrição em mercados assim tão voláteis. 

Por fim, está a CSN (CSNA3), que enfrenta menor risco de alavancagem, porém com uma proposição risco – retorno não atrativa, levando à recomendação underperform, com preço alvo de R$ 11,00 por ação. A perspectiva cautelosa dos analistas se baseia no potencial de valorização limitado para ao minério de ferro e as possíveis obrigações totalizando R$ 13,6 bilhões.

Por outro lado, o risco de alavancagem diminuiu com o maior Ebitda e menor risco de fusões e aquisições – uma transação com a CSA parece menos provável e a desconsolidação da dívida líquida da Transnordestina, uma vez que a participação da CSN será diluída para cerca de 30%, em relação aos 77% anteriores. “No entanto, vemos pouco espaço para uma rápida desalavancagem adicional, tendo em vista os elevados níveis de despesas financeiras e capex”.

BES inicia cobertura para V-Agro com recomendação de compra
O BES iniciou a cobertura para as ações da V-Agro (VAGR3) com recomendação de compra para os ativos e preço justo de R$ 4,60, avaliando que o próximo ano será de virada após diversos trimestres de fracos resultados. 

Isso porque a companhia se tornou mais focada, segundo os analistas Catarina Pedrosa e Douglas de Oliveira, ao tornar o portfólio das plantações mais otimizado para aumentar a lucratividade. Seguindo a reestruturação e as mudanças na gerência, os analistas acreditam que está bem posicionada para se beneficiar do bom desempenho da agricultura que ocorre particularmente no Brasil.

Cetip: relação risco-retorno ainda não está atrativa, diz BTG
Apesar de ver a Cetip (CTIP3) como uma “grande história”, os analistas do BTG Pactual avaliam que a relação entre risco e retorno ainda não está atrativa o suficiente para elevar a recomendação para comprar. Porém, o BTG elevou o preço-alvo dos ativos de R$ 26,00 para R$ 27,00, vendo os melhores resultados para o primeiro semestre. 

A companhia segue com o seu processo de desalavancagem, o que deve aumentar o lucro por ação e os dividendos para 2013 e 2014. Contudo, alguns ventos ruins podem atrapalhar, enquanto a expansão menor de volumes deve aumentar a dependência de novos produtos. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.