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SÃO PAULO – O CIT Group, tradicional grupo norte-americano no financiamento a pequenas e médias empresas, há 101 anos no mercado, pode submeter-se aos termos do Capítulo 11 na próxima sexta-feira (17), após fracasso nas negociações – já encerradas – com o Tesouro dos EUA.
A companhia pleiteava ajuda financeira adicional para garantir a liquidez de seus ativos, mas recebeu resposta negativa do governo norte-americano ao falhar na tentativa de provar sua capacidade em levantar capital privado que assegurasse suas condições de solvência. A ajuda, se vier, não vem tão cedo, o que implicaria concordata.
No entanto, nada ainda está decidido. Na última quarta-feira, o grupo reuniu credores numa conversa para tentar levantar pelo menos US$ 2 bilhões, com vistas a financiar o resgate, de acordo com fontes próximas ao CIT que falaram ao Wall Street Journal.
Limite
O episódio pode incrementar a lista em que figuram os nomes do Lehman Brothers Holdings Inc e do Washington Mutual Inc, duas grandes instituições financeiras que sucumbiram à crise do crédito que chegou a níveis insustentáveis em setembro do ano passado.
Além disso, fica exposta também a disponibilidade – ou mesmo a capacidade – das autoridades norte-americanas em intervir e prover assistência às companhias em apuros. É prudente lembrar o impasse em que se coloca a gestão Obama ao se ver às voltas com a possibilidade de fracasso no resgate a uma instituição que não representa grande risco sistêmico à estabilidade do setor, de acordo com as autoridades.
A presidente da FDIC (Federal Deposit Insurance Corporation), Sheila Bair, afirmou que a entidade não vê com bons olhos a entrada do CIT Group no programa de garantia governamental a dívidas corporativas, pois entende que o projeto em questão foi estruturado com o objetivo de ajudar instituições saudáveis financeiramente.
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Dívidas
No começo desta década, o presidente do CIT Group optou por ampliar as atividades da companhia ao estender crédito a mutuários subprime e conceder empréstimos especiais a estudantes, ambas modalidades de financiamento com alto prêmio de risco.
As práticas contribuíram para o abalo das condições de liquidez financeira da empresa, que enfrenta US$ 10 bilhões em dívidas com vencimento em março de 2010 e que encerrou o terceiro mês deste ano com US$ 75,5 bilhões em ativos.